Casa da bruxa,  História antiga

A casa helênica

Introdução

  • A casa grega, chama de oiko (plural oikos), é a primeira representante do espaço que chamamos privado. A casa abrigava as atividades da menor célula social: a família nuclear.
  • A habilitação de escravos, casas muito modestas ou cabanas também poderiam ser chamadas de klísion (plural klísia).
  • Ela era a unidade social e econômica na Grécia Antiga constituída pelos bens móveis e imóveis: a família, os escravos, a casa, as terras, as ferramentas, o mobiliário.
  • As mulheres normalmente ficavam encarregadas de cuidar da casa, o que na Grécia era chamado de oikonomia, um termo que inspirou a palavra moderna “economia”.
  • Como acontece em todas as sociedades, esta família nuclear teve sua composição alterada muitas vezes na antiguidade grega, fator que se relaciona diretamente a mudanças sociais e que tem reflexo nas várias formas de especialização do espaço no interior das casas.
  • Famílias que incorporam pais e filhos; famílias que incorporam escravos e outros serviçais; famílias que incorporam avós e familiares mais desamparados. Famílias mais ricas, famílias mais modestas. Existe uma grande diversidade de formatos.

História das casas helênicas

I) Casa absidal

  • Ainda que seja difícil uma sistematização única para todo o mundo grego, é possível afirmar que no alto arcaísmo, nos séculos IX e VIII AEC, foi comum um modelo de casa de forma absidal, ou seja, uma forma basicamente retangular com um dos lados menores arredondado.
  • Dispondo de poucas ou nenhuma repartição interna. Este modelo de casa revela um espaço único, abrigado das intempéries, para o desenvolvimento de muitos tipos de atividades.
  • Algumas vezes até o sepultamento de mortos foram realizados no interior dessas casas.

II) Casa retangular

  • Entre os séculos VIII e VII AEC, muitas casas passaram a ser retangulares e com mais repartições internas onde se nota a separação de espaços para determinadas funções como: lugar para cozinhar, lugar para dormir, lugar para ficar e assim por diante.

III) Casa rural

  • As casas na área da khóra possuíam espaços especializados para o armazenamento de grãos e para guardar ferramentas agrícolas e pecuárias.

IV) Casa urbana

  • No período clássico e helenístico (século V ao III AEC), as casas com espaços femininos e com espaços masculinos, com espaço de trabalho e com espaços para lojas e com pátios internos a céu aberto para as atividades ao ar livre no verão, passa a predominar.
  • Um modelo comum é a casa com pastás, pequeno pórtico aberto dentro do pátio interno e que fazia a transição deste espaço com os ambientes mais recolhidos e internos das casas.
  • Muitas casas na cidade incluíam também uma área não edificada que servia para plantar árvores frutíferas, criar algum animal pequeno, instalar uma horta.
  • Nas casas da khóra, é comum encontrar pátios internos bem grandes onde se guardavam as ferramentas e animais de trabalho no campo; onde se processavam as colheitas e armazenava-se a produção: óleo, grãos, frutas.
  • Muitas tinham torres com vários andares que serviam como silos ou mesmo como lugar para estar, cardar e fiar a lã, fabricar as cestas e assim por diante.
  • Construir casas e inseri-las na paisagem urbana tornou-se para os gregos do período clássico (séculos V e VI AEC) um objeto de reflexão. Não se tratava apenas de ir construindo desordenadamente espaços para morar, era preciso pensar qual a melhor maneira de construir estes espaços.
  • Xenofonte, no século IV AEC, explica a “melhor maneira”:

“Quem quiser ter uma casa como convém deve se preocupar de fazê-la muito agradável para se viver e muito cômoda. Não é agradável de tê-la fresca no verão e aquecida no inverno? Não é exatamente nas casas orientadas para o sul que durante o inverno o sol inunda os pórticos e que durante o verão o sol, passando acima de nossas cabeças e acima dos telhados, nos traz sombra? Se assim deve ser, é preciso, portanto construir as partes que se orientam para o sul mais altas para que recebam o sol de inverno e mais baixas aquelas que se abrem ao norte para que não fiquem sujeitas aos golpes de vento gelado.”

Xenofonte, no século IV AEC, explica a “melhor maneira” de construir uma casa, em Memoráveis III.
  • As casas gregas eram construídas em uma fundação de pedra com tijolos crus e madeira. Os pisos eram de terra batida, com exceção do andron, que contava com azulejos, e as coberturas eram feitas de telhas.
  • Nas cidades, as residências ficavam uma ao lado da outra e normalmente tinham uma antessala ou loja aberta para a rua. Em geral, havia janelas apenas no primeiro piso, mas os cômodos eram projetados para que o ar circulasse por meio do pátio interno.
  • As casas eram aquecidas com braseiros de carvão, o que também ajudava a iluminar os cômodos adjacentes.
  • Já os móveis eram muito simples, contando com sofás, cadeiras, bancos dobráveis, mesas, cobertores e almofadas. Evidências arqueológicas também sugerem que muitas outras ferramentas e objetos eram guardados em casa, incluindo vasos, peneiras, caldeirões e bacias.

“Visando o bem estar e a saúde, a casa deve ser bem arejada no verão e bem ensolarada no inverno. Isto é possível quando as casas estão protegidas ao norte e a parte sul e a norte não são da mesma altura e tamanho.”

Aristóteles, em Econômico 1, 6, 7.
Modelo de casa grega urbana.
Casa grega antiga.

Cômodos

I) Mégaron

  • O mégaron (plural mégara) é uma sala grande e principal, de onde partia os outros cômodos em um palácio ou em uma casa.
  • Pastás (plural pastádes) – Pórtico, por vezes decorados com mosaicos, sustentado por colunas que rodeia o pátio interno (aulé) das casas gregas.
  • Uma pasta era um corredor que ligava o pátio da casa para sua seção residencial. Evidências arqueológicas da cidade de Olinto revelam que essas pastas foram adicionadas às residências gregas no século V AEC.

II) Andrón

  • O andrón ou androceu (plural andrônes) é a parte da casa grega destinada às atividades masculinas.
  • Os homens organizavam simpósios nesses cômodos onde eles se acomodavam em uma mobília chamada klismos ou kline (em grego κλίνη e em latim lectus triclinaris).

III) Gynaikonitis

  • O gynaikonitis, gineceu ou gynaikon (plural gynaikonitides) é o local da casa grega para vivência das mulheres e escravas.
  • Frequentemente eram localizados nos andares superiores das casas.
  • As mulheres utilizavam esses espaços para cuidar da aparência e das crianças, fiar, tecer e tocar instrumentos musicais.

IV) Cozinha

  • As cozinhas eram os locais da casa grega onde se preparavam as refeições da família.
  • Os gregos não comiam carne com frequência, exceto em ocasiões especiais como banquetes ou após sacrifícios.
  • Eles tinham uma dieta baseada em cereais, com pratos essenciais como pão, mingau ou um bolo de cevada chamada máza.

V) Banheiro

  • Os banheiros ficavam localizados nos fundos em casas de pessoas com maiores condições financeiras. Semelhantes aos banheiros de hoje, ele era usado para limpeza e banho, embora os gregos usassem penicos em vez de privadas.
  • A maioria dos banheiros tinham um louterion para armazenar a água para se lavar.
  • Espelhos, lâminas, estrígeis e esponjas também estavam presentes no banheiro, junto de pequenos vasos chamados de aríbalos que normalmente continham um perfume ou óleo.
  • Os gregos tinham cuidados com o corpo e hábitos de higiene, como o banho, também estimulado pelo clima quente e seco da região. As pessoas com mais recursos financeiros possuíam cômodos próprios para o banho em suas casas, mas a maioria da população tinha espaços públicos para os banhos.
  • Durante o período greco-romano de 332 AEC a 642 EC, os gregos e romanos se limpavam após suas necessidades com um bastão chamado tersorium. O tersório, que tinha uma esponja numa das pontas, era deixado em banheiros públicos para uso comunitário. Alguns estudiosos argumentam que o tersório  pode não ter sido usado para limpar o bumbum das pessoas, mas sim os banheiros onde elas defecavam. As pessoas limpavam o tersório jogando-o em um balde de água com sal ou vinagre ou mergulhando-o em água corrente que corria sob os assentos do vaso sanitário.
  • Gregos e romanos também usavam peças de cerâmica arredondadas em formato oval ou círculo, chamadas pessoi. Arqueólogos encontraram relíquias de pessoi com vestígios de fezes, e uma antiga taça de vinho mostra a cena de um homem se limpando com um pessoi. Os gregos também podem ter limpado ostraka, peças de cerâmica nas quais inscreveram os nomes de seus inimigos ao votar para condená-los ao ostracismo. Após a votação, eles podem ter limpado as fezes nos nomes dos inimigos. Porém, esses materiais cerâmicos podem ter danificado o bumbum ao longo do tempo, causando irritação na pele e hemorróidas externas.

VI) Aulé

  • O aulé (plural aulaí) é o pátio interno aberto que fazia a comunicação com os vários cômodos e partes das casas gregas antigas.
  • Diferente das casas que temos atualmente, elas eram voltadas para dentro, para o pátio interno, a principal fonte de luz natural da casa.
  • Ele atuava na circulação de ar, no acesso à maioria dos ambientes e na entrada de iluminação natural para os demais espaços.
  • No aulé também eram colocados os altares religiosos. Em seu centro teria o altar para Zeus Herqueios, protetor da casa.
  • Mulheres, crianças e animais domésticos utilizavam o espaço para lazer.
  • A cerimônia de Anfidromia celebrava a apresentação de um recém-nascido e provavelmente ocorria no pátio.

VII) Terraço

  • Os pírgos, ou pisos superiores, eram os aposentos femininos da casa, onde elas podiam realizar suas atividades e observar a cidade sem que elas fossem vistas.
  • O terraço era usado no rito especial de Adônia, uma celebração particular realizada em honra a Adônis e que era reservada para mulheres. No início da primavera, as mulheres enchiam potes de terracota com terra e sementes de alface, depois subiam uma escada para deixar os potes no terraço. Esses potes serviam como um “jardim de Adônis”.

Culto Doméstico

  • A religião era um aspecto importante da vida privada na Grécia. As paredes da casa forneciam proteção física, mas a família precisa também da proteção divina e, para isso, recorriam a diversas divindades.
  • Todas as casas tinham um altar dedicado para Zeus Herqueios (Zeus da Cerca) no centro do pátil onde eram feitos sacrifícios e libações para ele proteger a casa de agressores externos.
  • O dramaturgo grego Menandro menciona que adoradores cercavam o altar de artigos sacrificiais, como um jarro de água lustral. Eles derramavam a água em torno do altar para purificá-lo e, em seguida, começavam o sacrifício em si. Sacrifícios domésticos poderiam envolver animais, bem como oferendas de incenso e legumes.
  • Zeus Ktesios, o Zeus da Prosperidade, era ligado à família e à riqueza da casa. Ele era representado pelo kathiskos que é um jarro de duas alças envolto em uma faixa de branca de lã, contendo várias sementes, água e óleo de oliva.
  • Outras divindades incluem Héstia, que era a deusa homônima da lareira doméstica, bem como Hermes e Apolo, ambos tipos como guardiões da porta da frente.
  • Sabe-se que representações de Héracles também apareciam perto das residências, possivelmente para protegê-las do crime e das forças do mal.
  • Dependendo dos deuses políades (da cidade-estado) ou da profissão do chefe da casa, poderiam ter devoções mais particulares a certos deuses, como artesãos serem devotos de Hefesto, marinheiros de Poseidon ou médicos de Asclépio. As mulheres, de maneira geral, tinham devoção a Hera, Afrodite e Ártemis.

Trabalho em casa

  • Os gregos não viam problemas em misturar o trabalho e a vida pessoal, e muitos deles trabalhavam de casa.
  • Artesãos como ferreiros, escultores e oleiros muitas vezes tinham oficinas em casa. Alguns até montavam pequenas lojas para vender suas peças.
  • Do mesmo modo, sabe-se que médicos tratavam pacientes em consultórios especiais em suas casas.
  • As mulheres também trabalhavam em casa e eram responsáveis por criar artigos têxteis, além de produzir roupas e supervisionar a tecelagem, que era realizada por escravas.
  • Se uma residência fosse abastada o suficiente, a produção têxtil excedente poderia ser vendida no caso de dificuldades financeiras.
  • Os atenienses se sustentavam realizando uma variada gama de atividades comerciais e industriais. Na maior parte do tempo, não havia distinção entre o local de trabalho e a moradia das pessoas.
  • Por exemplo, na comédia “Lisístrata”, o personagem dono da taverna aparece servindo vinho em sua própria residência. Do mesmo modo, de acordo com Demóstenes, o general Conão operava uma empresa em sua casa.
  • Professores podiam ter até escolas em suas casas, como é o caso do pai de Ésquines, que atuava como professor de uma escola de ensino fundamental em sua casa.
A casa grega urbana segundo Assassin’s Creed Odyssey.

Casas gregas modernas

  • Em locais turísticos nas ilhas da Grécia vemos o predomínio de casas brancas com esquadrias azuis. Essa combinação de cores pode ter relação com o mar, o céu e a bandeira do país. No entanto, as principais razões era que o cal branco e a tinta azul eram os materiais mais comuns e baratos na região no início do século XX, facilitando o uso pela maioria das pessoas.
  • Em 1938, uma ordem nacional acelerou essa estética devido a um surto de cólera que ocorreu durante a ditadura de Ioannis Metaxas. Para tentar conter a doença, foi estimulado o uso de cal porque o calcário contido na tinta é um agente desinfetante eficaz, importante para reduzir o contágio por cólera.
  • As casas gregas em sua maioria foram construídas com pedras vulcânicas escuras, já que não havia madeira suficiente disponível para o uso. Essas pedras são, inclusive, isolantes para os dias quentes, comuns em vários meses do ano na região mediterrânea.
  • O azul usado nas casas das ilhas gregas era feito de uma mistura de calcário e um produto de limpeza chamado loulaki. Loulaki era uma espécie de pó de talco azul que a maioria dos ilhéus tinha prontamente disponível em casa. Portanto, a tinta azul era uma cor muito fácil para eles fazerem.
  • Embora existisse o predomínio de azul, não era uma cor obrigatória até a ditadura militar que assumiu a Grécia em 1967.
  • A ditadura dos coronéis (em grego: Δικτατορία των Συνταγματαρχών) ou junta dos coronéis (em grego, Χούντα των Συνταγματαρχών) ou ainda regime dos coronéis (em grego, καθεστώς των Συνταγματαρχών, translit., “kathestos ton Syntagmatarhon”) refere-se ao período compreendido entre 1967 e 1974, quando a Grécia foi submetida a uma ditadura militar de direita. Nesse período, o poder político foi exercido por juntas militares, que se sucederam.
  • O governo militar entendia que as cores azul e branco, assim como a bandeira do país, estimulava o patriotismo e nacionalismo e em 1976 foi aprovada uma lei para obrigar a pintura das casas de azul e branco.
  • Atualmente vemos a cor azul em destaque nas portas e persianas nas ilhas Cíclades principalmente por motivos turísticos, mas já não é mais a única, sendo possível ver outras cores. O branco acabou permanecendo por deixar as casas mais frescas em seus verões quentes.

Referências

  1. Florenzano, M. B. B. A cidade grega antiga em imagens: um glossário ilustrado. Colaboração Hirata, E. F. V.; Puccini, D. B.; Lima, R. A. São Paulo: Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga (Labeca). Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo: FAPESP, 2015.
  2. Charlier, P., Brun, L., Prêtre, C., & Huynh-Charlier, I. (2012). Toilet hygiene in the classical era. BMJ345.
  3. What did ancient greeks use before toilet paper was inveted? Disponível em <https://www.greecehighdefinition.com/blog/what-did-ancient-greeks-use-before-toilet-paper-was-invented> Acessado em 23/12/2023.
  4. Inspire-se no azul e branco das casas gregas em seus projetos. Disponível em < https://blog.archtrends.com/casas-gregas/#:~:text=Ao%20se%20espelhar%20na%20arquitetura,a%20um%20estilo%20mais%20colonial> Acessado em 23/12/2023.
  5. Ditadura dos coronéis. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Ditadura_dos_coron%C3%A9is> Acessado em 23/12/2023.

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