Herbário

Oliveira

Azeite da longevidade

  • A oliveira é uma árvore da Família Oleaceae da espécie Olea europaea que produz frutos chamados de azeitonas de onde é extraído o seu óleo que é chamado azeite de oliva.
  • Tem pouca altura e tronco retorcido, sendo nativas da parte oriental do mar Mediterrâneo, bem como do norte do atual Irã no extremo sul do mar Cáspio.
  • As oliveiras estão normalmente distribuídas nas áreas costeiras da bacia do Mediterrâneo oriental, nas áreas costeiras contíguas do sudeste da Europa, no norte do Irã, no extremo sul do Mar Cáspio, no oeste da Ásia e no norte da África.
  • Seu nome provém do latim oliva, que por sua vez vem do grego λαία (eléa), em última análise a partir de grego micênico e-ra-wa (elaiva) ou óleo.
  • O uso do azeite para a saúde do corpo pode ser encontrado na literatura grega antiga. A primeira produção de azeite remonta a cerca de 6.500 anos atrás, na costa do Carmelo, ao sul de Haifa, Israel. As oliveiras espalharam-se para o oeste da área do Mediterrâneo para Itália, Portugal, Espanha, Grécia e França. Os conquistadores espanhóis, em 1560, transportaram as mudas e sementes de O. europaea para o Peru. A partir daí, as oliveiras se espalharam para o México. Os padres franciscanos levaram então azeitonas e outras frutas de San Blas, no México, para a Califórnia. A produção de azeite começou em San Diego na década seguinte. Supõe-se que as cultivares ao redor do Mediterrâneo se originaram da azeitona selvagem do Mediterrâneo e depois se espalharam por toda parte.
  • As azeitonas de mesa e o azeite são muito importantes nos setores industriais da Palestina, Israel, Espanha e outras áreas do Mediterrâneo. A Espanha é o maior produtor de azeitonas, seguida pela Itália e pela Grécia. Estes três países produzem 60% da produção total mundial de azeitonas. Fora destes, os Estados Unidos e a Argentina são os maiores produtores de azeitona.
  • O azeite de oliva era empregado como unguento, combustível para acendedores ou na alimentação, e por todas estas utilidades, tornou-se uma árvore venerada por diversos povos.
  • A longevidade das oliveiras é grande, também precisando de muito tempo para crescer. Os exemplares mais antigos que se conhecem na Europa e possivelmente no mundo encontram-se em Portugal: uma oliveira no Algarve, perto da cidade de Tavira, tem mais de 2000 anos e julga-se que foram os fenícios que a teriam trazido da Mesopotâmia.
  • As outras, vindas do Alqueva, remontam a 300 AEC. Há outra oliveira milenária em Santa Iria de Azoia, Loures com idade estimada em 2 850 anos. Está certificada e pode ser visitada com muita facilidade, pois fica dentro dum pequeno quintal junto à estrada. Em Trevi, Itália, há uma oliveira com cerca de 1700 anos, tal como um exemplar em Getsemani, Israel.

História

I) Grécia Antiga

  • A oliveira é uma das árvores cultivadas mais antigas do planeta Terra. O cultivo da azeitona começou na antiguidade e remonta a mais de 7.000 anos. De acordo com relatos arqueológicos, as azeitonas foram cultivadas para fins comerciais em Creta em 3.000 AEC pela civilização minóica. A Civilização Minoica, que floresceu na ilha de Creta até 1 500 AEC, prosperou com o comércio do azeite, que primeiro aprendeu a cultivar. Já os gregos, que possivelmente herdaram as técnicas de cultivo da oliveira dos minoicos, associavam a árvore à força e à vida. A oliveira é também citada na Bíblia em várias passagens, tanto a árvore, como seus frutos.
  • Segundo os mitos, o deus Poseidon e a deusa Atena teriam lutado pelas terras de onde hoje se encontra a cidade de Atenas. Durante essa disputa, Poseidon teria feito surgir um belo e forte cavalo com um golpe de seu tridente. Em outras versões, Poseidon teria quebrado seu tridente na terra para criar uma fonte de sal. Enquanto isso, a deusa Atena teria então trazido uma oliveira capaz de produzir óleo para iluminar a noite e suavizar a dor dos feridos, fornecendo alimento rico em sabor e energia. Com isso, os habitantes escolheram a deusa Atena. Essa teria sido a forma do surgimento da primeira oliveira. Essa primeira árvore teria sobrevivido até hoje, sofrendo durante as guerras ao longo dos séculos, mas sempre sobreviveu, ou sempre foi guardado um galho para ser replantado.
  • Quando os persas invadiram e queimaram Atenas em 480 AEC, acredita-se que um galho tenha brotado da árvore naquele mesmo dia, e as sementes foram replantadas em toda a Ática. Durante a Segunda Guerra Mundial, as forças de ocupação alemãs danificaram gravemente a árvore, mas funcionários da Escola Americana de Arqueologia resgataram um galho, e a árvore atual foi plantada a partir desse corte, em 1952, pela Rainha Sofia da Espanha (então Princesa Sofia da Grécia) em seu local original.
  • Hoje, a oliveira fica no lado norte da Acrópole, em frente ao antigo templo de Erecteion.
  • Do outro lado do Adriático, os italianos contam que Rômulo e Remo, descendentes dos deuses fundadores de Roma viram a luz do dia pela primeira vez sob os galhos de uma oliveira.
  • O fato concreto é que vestígios fossilizados de oliveiras são encontrados na Itália, no Norte da África, em pinturas nas rochas das montanhas do Saara Central, com idade de seis mil a sete mil anos, entre o V e II milênio AEC múmias da XX dinastia egípcia foram encontradas vestidas com granalhas trançadas de oliveira e em Creta, registros foram encontrados em relevos e relíquias da época minoica (2 500 AEC).
  • Os estudiosos de história concluem que o azeite, óleo advindo das oliveiras, faz parte da alimentação humana há muito tempo. Concluem que a oliveira é originada do sul do Cáucaso, das planícies altas do Irã e do litoral mediterrâneo da Síria e Palestina, expandindo posteriormente para o restante do Mediterrâneo.

II) Cristianismo e Islã

  • A Oliveira é uma árvore de alto valor simbólico às três principais religiões monoteístas do mundo, o Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Com diversas citações em seus livros sagrados, o seu principal uso era a partir do azeite de suas olivas, do qual eram produzidos óleos de unção.
  • Contudo, a árvore é mais lembrada por conta de sua citação em Gênesis 8:11, quando a pomba retorna a Noé, após o dilúvio, com um ramo de oliveira em seu bico, a que conferiu também como um símbolo à paz.
  • Dentro da arte sacra cristã, por conta da passagem bíblica Isaias 11:1-3, é tradicionalmente, a árvore representada nas ilustrações e esculturas referentes à Árvore de Jessé. Jessé é o pai do Rei Davi.

11 E a pomba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada uma folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra.
12 Então esperou ainda outros sete dias, e enviou fora a pomba; mas não tornou mais a ele.

Bíblia Cristã. Gênesis 8:11,12.

1 Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará.
2 E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor.
3 E deleitar-se-á no temor do Senhor; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos.

Bíblia Cristã. Isaías 11:1-3.
  • A oliveira também foi elogiada como uma árvore e fruta abençoada no Corão Sagrado (Corão, Capítulo 24 Al-Noor, Versículo 35).
  • Aos muçulmanos, além do uso de sua madeira na confecção do Masbaha ou misbaha (em árabe: مسبحة), também conhecido como subha (سبحة), tasbih ou tespih (تسبيح, [taṣbīḥ]) é um objeto similar a um rosário, de uso tradicional entre os fiéis da religião islâmica. Conhecido na Grécia  como kombolói, chamado também de terço grego, terço árabe e terço islâmico, é usado para meditações, orações e pedidos de auxílio.

III) Brasil

  • O mais antigo registro de plantio de oliveiras no Brasil que se teve notícia foi em 1800, quando os imigrantes açorianos trouxeram as primeiras mudas de oliveiras da Europa para o Brasil e foram plantadas e cultivadas com sucesso no Rio Grande do Sul, porém em Minas Gerais existe o cultivo na cidade de Monte Verde, que é uma das mais frias do estado, e do país.
  • Entretanto, a cidade de Maria da Fé, sul de Minas Gerais, tem se destacado no plantio e cultura, com diversos olivais instalados. A empresa Olivas do Sul, fundada em 2006 na cidade de Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, é a responsável pelo primeiro azeite de oliva extravirgem produzido e comercializado no Brasil.
  • Por outro lado, no período de 1950 a 1960, o português Antonio de Oliveita Pires produziu um excelente azeite de oliva de oliveiras plantadas em sua propriedade em Campos do Jordão, atestada como de excelente qualidade pela análise do Instituto Adolfo Lutz de São Paulo.
  • O Brasil produz azeites de oliva com padrão internacional de qualidade. Essa é uma das constatações de pesquisadores que há sete anos analisam a composição química do produto brasileiro. Os cientistas caracterizaram os óleos e montaram um painel sensorial com um grupo de especialistas para avaliar o produto sensorialmente, considerando aparência, aroma e sabor, entre outros critérios. O conjunto de resultados demonstrou que a composição em bioativos e voláteis de azeites de oliva virgem de diferentes variedades de oliveira atende aos parâmetros da legislação nacional e internacional.
  • Esse trabalho, feito em parceria entre a Embrapa e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ganhou reforço importante com a criação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Olivicultura e do Azeite Brasileiros (INCT OABras). A equipe é formada por 34 cientistas de 18 instituições de pesquisa nacionais e internacionais, sob a liderança da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ). Financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com duração prevista de cinco anos e aporte orçamentário de aproximadamente seis milhões de reais, a iniciativa pretende solucionar gargalos tecnológicos, a fim de garantir alta produtividade das oliveiras e a qualidade do azeite de oliva brasileiro.
  • A produção de azeitonas e azeite de oliva no Brasil vem crescendo nos últimos anos, com plantios comerciais no Sul e Sudeste do País. Porém a cadeia ainda apresenta muitos desafios, de acordo com a cientista da Embrapa.

“O conhecimento gerado a respeito das variedades cultivadas no Brasil contribuiu para a caracterização de um produto de elevado valor comercial e de grande interesse pelos aspectos nutricionais e de benefícios à saúde”

Adélia Machado, pesquisadora da Embrapa, que coordenou projetos para caracterização do Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ) de azeites de oliva produzidos nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

“Os pesquisadores irão atuar na cadeia produtiva da oliveira no Brasil, desde a perspectiva agronômica no campo, passando pela agroindustrialização até a qualidade química e sensorial dos azeites brasileiros, a fim de promover a expansão da olivicultura e melhorar a qualidade do azeite de oliva brasileiro”

Rosires Deliza, coordenadora do projeto e responsável pelo Laboratório de Análise Sensorial e Instrumental (Lasi) da Embrapa Agroindústria de Alimentos.
  • Também estão previstas ações de aproveitamento e valorização dos resíduos provenientes da produção de azeite para agregação de valor aos coprodutos gerados, com redução do impacto ambiental e incremento da renda dos agricultores, além de ações de popularização da ciência e de comunicação para o setor produtivo e para o consumidor.
  • A composição química dos azeites de oliva brasileiros é estudada há sete anos na Embrapa, em parceria com a UFRJ, tanto em relação aos padrões de qualidade e identidade quanto à composição de aromas (voláteis). A qualidade do azeite é relacionada a diversos fatores, como agronômicos, tecnológicos e condições de armazenamento. Os parâmetros de identidade e qualidade do azeite são definidos por instruções do Ministério da Agricultura e Pecuária, que, por sua vez, segue regulamentação da União Europeia.
  • Atualmente, o Brasil é o terceiro maior importador mundial de azeite de oliva, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia. O azeite brasileiro tem qualidade reconhecida por prêmios internacionais conquistados nos últimos anos, mas a produção local ainda é incipiente. Iniciada na última década, chegou a 503 toneladas em 2022, o que representa apenas 0,24% do consumo nacional. O Rio Grande do Sul e a região da Serra da Mantiqueira apresentam os maiores volumes de produção, em razão dos aspectos favoráveis de clima e relevo.

Azeite de oliva

I) Produção do azeite

  • A extração do azeite de oliva é um processo no qual se extrai o óleo presente nas drupas da Oliveira (azeitonas). Ele é produzido nas células do mesocarpo da azeitona e armazenado em um tipo particular de vacúolo chamado lipo-vacúolo, ou seja, cada célula contém uma minúscula gota de azeite de oliva.
  • A maior parte do azeite de oliva situa-se na polpa e na pele (95 – 97%). O caroço contém de 3 a 5% de óleo. O percentual de Azeite extraído depende da variedade da azeitona e do sistema de produção e extração. Tecnicamente o processo de extração de azeite é o processo no qual se separa o óleo do conteúdo da fruta (extrato vegetativo líquido e material sólido).
  • É possível alcançar esta separação apenas por meios físicos, e no caso do azeite de oliva, o óleo e a água não se misturam, portanto são relativamente fáceis de separar.
  • Tradicionalmente, os azeites eram obtidos com o uso de prensas compostas de um eixo concêntrico, em torno do qual, inseridos neste eixo, eram colocados discos originalmente feitos de esparto, e posteriormente de fibras sintéticas (ex. sisal). Sobre eles se espalhava a pasta da azeitona para então realizar o processo da prensagem.
  • Finalmente, os discos se fechavam com uma prancha metálica sobre a qual se exercia uma pressão. Ao exercer a pressão, a pasta de azeitona soltava um líquido que era uma mistura de óleo e água de vegetação. Nessa época, se o azeite era elaborado sem aquecer a pasta de azeitona, se denominava “prensado a frio”.
  • As pastas de azeitonas poderiam ser aquecidas por que o calor favorece a extração do azeite ao reduzir a sua viscosidade, porém, por outro lado, o azeite perde os aromas e sabores, pois os compostos voláteis responsáveis por essas características se evaporam.
  • A forma como o azeite era extraído antigamente possuía vários inconvenientes: Os discos deveriam ser delicadamente lavados, pois qualquer resto de pasta antiga poderia transmitir aromas e sabores fermentados; Os azeites na sua decantação tinham contato com o ar, com o qual já era iniciado um processo de oxidação gradativa, transmitindo aromas desagradáveis ao produto.
  • Este processe de elaboração deixou de ser usado há muito tempo por motivos econômicos e de higiene e qualidade. O avanço tecnológico das produtoras de azeites atualmente utiliza extratoras mecânicas, buscando sempre um azeite de maior qualidade e propriedades benéficas à saúde(ex. maior conteúdo de polifenóis).
  • O atual sistema de centrifugação foi apresentado primeiramente na Espanha, na primeira edição da feira Expoliva em 1983, no stand da casa italiana Pieralisi, uma das maiores empresas no setor.
  • Neste método o azeite deve ser extraído em uma temperatura de até 27ºC. Esta temperatura garante a máxima qualidade do produto e conserva as suas propriedades organolépticas, sendo mais benéfico a nossa saúde.
  • O processo de extração do azeite extra virgem ocorre apenas uma vez, e o restante do mosto que sobrou é utilizado em compostagens (reciclagem), ou vendido para indústrias de refino.
  • Na verdade, existe uma certa confusão sobre o que é o “Azeite de Oliva de primeira prensa a frio”. Veja bem, para o azeite ser denominado Extra Virgem, ele necessariamente deve ser extraído uma única vez, a uma temperatura de até 27ºC. Essa é a forma correta de falar.
  • Veja a seguir os detalhes da produção do azeite de oliva:
  • Passo 1 – Colheita das Azeitonas
    • Este é um passo essencial no processo. Azeitonas são geralmente coletadas no final do verão e início do outono. No hemisfério norte ocorre entre os meses de setembro a novembro (podendo se estender um pouco mais), e no hemisfério sul, entre os meses de fevereiro a abril.
    • Existem dois métodos de colheita das azeitonas: a forma manual e a mecanizada, que consiste em tremer os ramos de oliveiras, fazendo com que as oliveiras caiam em uma malha de coleta. Uma vez recolhidos os frutos, são imediatamente levados ao lagar para a extração do azeite.
  • Passo 2 – Trituradora e Batedora
    • Depois de chegar ao lagar, as folhas e detritos são separados e as olivas lavadas e pesadas. Após, através de uma esteira, são inseridas em uma trituradora para serem moídas, inclusive vai com caroço.
    • Deste processo surge uma pasta de azeitonas passa para a batedora, onde permanecem por até 60 minutos. Existem produtores que deixam por 45 minutos.
    • Esta é uma fase importante no processo, pois a temperatura da massa não pode ultrapassar os 27°C por conta da fermentação do fruto. O ideal é manter uma temperatura baixa, entre 23 e 27°C.
    • É aqui, neste processo, que o termo “extração à frio” é mencionado, porém, como podem ver, a temperatura passa dos 20 graus.
  • Passo 3 – Centrifugação
    • A centrifugação do azeite consiste na separação do óleo da água e outras impurezas. É um processo completamente natural, pelo qual, devido à força da centrífuga e a diferença de densidades, o óleo se separa facilmente do mosto sólido.
    • Atualmente existe a centrífuga horizontal e a vertical. O produtor pode optar em trabalhar com as duas (uma após a outra) ou somente com a horizontal.
  •  Passo 4 – Filtragem e Decantação
    • Após extraído o azeite da pasta sólida o ideal é realizar a filtragem do azeite, para então retirar todas as impurezas que ainda possam estar presentes no óleo.
    • Atualmente temos muitos produtores que optam por fazer um azeite não filtrado, porém isso reflete diretamente na estabilidade do produto, podendo este durar menos tempo na garrafa.
    • Depois de realizada a filtragem do azeite, o mesmo é armazenado em tanques afunilados para então decantar por até 20 dias. A fase de decantação permite que os dejetos sólidos se mantenham no fundo do tanque e se separem do azeite. 
    • Os grandes técnicos e estudiosos do mundo do azeite de oliva sempre indicam a decantação e filtragem do produto para que ele saia o mais “limpo” possível. Isso não tem a ver com a “pureza” do mesmo, visto que o azeite de oliva extra virgem é o óleo 100% puro extraído da oliva.
  • Passo 5 – Envase e Etiquetamento
    • Finalmente, ocorre a fase de envase e etiquetamento dos azeites. Essa fase é fundamental para conservar a qualidade e o sabor dos azeites, devido ao cuidado com o contato da luz e do ar. 

II) Tipos de azeite

  • Azeite lampante – Impróprio para o consumo. Ele é obtido através de processos mecânicos.
  • Azeite refinado – Impróprio para o consumo. Ele é obtido através de processos químicos.
  • Azeite – Próprio para o consumo com acidez entre 0,8 e 3%. Ele é resultado da mistura do azeite refinado com o azeite lampante, virgem ou extravirgem. Ideal para frituras.
  • Azeite virgem – Próprio para o consumo com acidez entre 0,8 e 2%. É recomendado para sopas e grelhados.
  • Azeite extra virgem – Próprio para o consumo com acidez até 0,8%. Possui baixa presença de ácidos graxos e é mais puro, com aromas naturais do fruto. Ideal para grelhar, assar e refogar.
  • Azeite extra virgem gourmet ou especial – Próprio para o consumo com acidez até 0,8%, mas com sabor e aroma mais intensos. Ótimo para temperar saladas e usar em receitas com cogumelos ou ovos. Alguns azeites desse tipo incluem trufas em suas composição.
  • Azeite extra virgem aromatizado – Próprio para o consumo com acidez até 0,8%, mas preparado com óleos essenciais como alho, manjericão, baunilha e outros. É interesse seu uso em massas e saladas, sorvetes e saladas de frutas.
  • Azeite extra virgem orgânico – Próprio para o consumo com acidez até 0,8%, mas produzido seguindo as regras de atividade orgânica.

III) Parâmetros na compra

  • Conservação – O azeite de oliva deve ser armazenado em local fresco, seco e escuro para manter suas propriedades e evitar a oxidação e deterioração. Prefira azeites de garras de vidro escuro ou lata que preservam melhor a qualidade do azeite, protegendo ele da degradação da luz. Escolha sempre os frascos mais no fundo da prateleira que estarão mais protegidos. Evite frascos transparentes ou plásticos.
  • Origem – Considerando a quantidade de antioxidante presentes no azeite podemos dizer que as melhores versões são as envasadas e produzidas no Brasil. Melhor ainda se a produção for local. Muitos tem ideia de que o melhor azeite são os importados, no entanto, devido a distância, no processo de transporte podem perder propriedades por ficarem expostos ao calor muito tempo, serem de safras mais antigas. Verifique se a produção e o envase foi no mesmo local para diminuir as chances de adulterações. Veja na embalagem se tem tem algo como “produzido e engarrafado em…”
  • Acidez – Alguns fatores, como o sabor, podem agradar diferentes públicos de acordo com suas particularidades. Há quem prefira azeites mais intensos, enquanto outros priorizam os suaves. Existe uma unanimidade neste campo, entretanto: bons azeites devem ter acidez de até 0,8%, os chamados extravirgens. A acidez baixa indica que o azeite tem uma maior taxa de gordura boa e qualidade nutricional.
  • Peróxidos – No que se relaciona ao índice de peróxidos, a ANVISA determina que deve ser igual ou inferior a 20 mEq/kg para o azeite de oliva virgem/extravirgem, 15 mEq/kg para o comum e 5 mEq/kg para o refinado. Os melhores azeites não chegam a 10 mEq/kg. Já sobre o teor das ceras, entende-se que é um composto natural produzido pela própria azeitona, não interferindo diretamente na qualidade do produto.
  • Extinção específica ultravioleta – É um método em laboratório utilizado para verificar a adulteração do azeite com a mistura de outros tipos de gordura. Verifica-se o quanto de raios ultravioleta são absorvidos pelo azeite. É medido através do cálculo do comprimento da onda de radiação em nanômetros. Os limites para o azeite extra virgem são: Com comprimento de onda de 270 nm, 0,22 e com comprimento de onda de 232 nm: 2,5.
  • Teor de ceras – A superfície da azeitona tem uma camada de cera para reter a valiosa umidade quando as coisas começam a esquentar. Quando as azeitonas são transformadas em azeite, o azeite liberado dissolve as ceras da pele e acaba no azeite. Se o índice de cera for muito alto, o seu azeite terá mais chances de se solidificar. O azeite extravirgem tem teor de cera menor ou igual a 250 mg/kg.
  • Pureza – Opte por azeites puros, que não sejam misturados com azeite refinado ou outros óleos. Para descobrir essa informação, os óleos misturados tem a categoria de óleo composto.
  • Data de fabricação – O azeite é o oposto do vinho: quanto mais novo, melhor. Por isso, outra dica é conferir a data de fabricação do produto na hora da compra.

IV) Cuidados em casa

  • Para a melhor conservação do seu azeite em casa, siga as seguintes dicas:
    • Observar sempre a validade do produto, geralmente depois de aberto, um azeite dura aproximadamente 3 meses sem se alterar significativamente (isso pode variar de acordo com maturação dos frutos, tipo de azeitona, tempo de processo etc).
    • Não troque o azeite da embalagem que ele veio, principalmente se você não tiver outro frasco de vidro escuro ou lata.
    • Mantenha a embalagem do azeite bem fechada e em local protegido de calor e luz.
    • Outra dica simples é testar se o azeite é extra virgem: coloque na geladeira e deixe por 48h. Ele se tornará mais espesso porque seu ponto de fusão está ao redor de 13-14ºC.
    • O azeite tipo extravirgem, que é o azeite com maior qualidade, aguenta até 190ºC sem perder suas propriedades, já o azeite tipo virgem aguenta até 210º também sem perder suas propriedades. Então, sim, você pode utilizar o azeite para cozinhar e fritar alimento. O único cuidado necessário é não deixar o azeite chegar ao ponto de fumaça. De qualquer maneira, para preservar melhor as suas propriedades nutricionais e medicinais do azeite, utilize-o cru sempre que possível.

Oliveira (Olea europaea)

  • Origem: Sul do Cáucaso, das planícies altas do Irã e do litoral mediterrâneo da Síria e Palestina, expandindo posteriormente para o restante do Mediterrâneo.
  • Outros nomes: olive tree (em inglês).
  • A oliveira é uma árvore baixa e espessa, geralmente constituída por árvores ou arbustos até 10 m de altura. A árvore (dependendo da variedade) chega aos 20 metros de altura. As árvores selvagens são mais baixas que as plantadas. As oliveiras em olivais são podadas para se manterem pequenas de forma a que a colheita das azeitonas seja facilitada.
  • As raízes poderosas e compridas da oliveira, podem chegar a uma profundidade de seis metros. Sendo assim, a oliveira tem grande facilidade na absorção de água e nutrientes do solo. A sua raiz é subterrânea e fasciculada.
  • Seu tronco possui grande diâmetro tipicamente dobrado e torcido. Possui muitos ramos juncos com ramificações opostas. A madeira de crescimento lento da árvore é rica, com anéis cinzento-esverdeados e curtos.
  • As folhas são pouco pedunculadas, lanceoladas, às vezes ovais, estreitas, oblongas, coriáceas, coriáceas, glabras, atenuadas, ápice bonito a acuminado, margem inteira, verde pálido acima com poucas escamas e prateado-esbranquiçado abaixo, pecíolo 5 mm, e 4–10 cm de comprimento e 1–3 cm de largura com 5–11 veias primárias em cada lado da nervura central e elevadas adaxialmente.
  • A oliveira é uma planta de folha persistente, o que significa que nunca perde totalmente a sua folha; em vez disso, as folhas mais velhas vão caindo ao longo do ano. As folhas pequenas, simples e luzidias são verde acinzentadas na frente e de um cinzento prateado e brilhante por trás. Estas são estreitas, pontiagudas e simples. Na parte de trás têm pequenos pelos, que protegem a árvore da desidratação recapturando a água e conduzindo-a de novo para a folha.
  • As flores são numerosas, bissexuais ou funcionalmente unissexuais, pequenas, subsésseis, de cor branca cremosa ou amareladas e emplumadas, principalmente na madeira do ano anterior. O cálice é truncado com quatro dentinhos e corola curta com quatro lóbulos e tem 1-2 mm de comprimento. A flor compõe-se de 4 sépalas e 3 pétalas crescidas. Sendo sujeita a falta de água ou de nutrientes cerca de 6 semanas antes da flor, a colheita é reduzida uma vez que o número de flores é reduzido e estas não produzirão fruto.
  • As oliveiras são plantas monóicas com flores perfeitas e imperfeitas, portanto depende do vento em que ocorre a autopolinização ou a polinização cruzada. As plantas cultivadas são normalmente polinizadas por cultivares vizinhas ou mesmo pela forma selvagem, ou seja, Olea sylvestris. Geneticamente, Olea europaea é uma espécie diplóide.
  • A maioria das espécies polinizam-se a si próprias, apesar da polinização à distância produzir rendimentos maiores. Outros tipos exigem a polinização à distância e necessitam do pólen de um exemplar diferente. As flores são polinizadas pelo vento.
  • A partir da flor, forma-se depois da polinização o fruto: a azeitona. É um fruto pequeno com caroço revestido de polpa mole e carnuda. O fruto é ovóide, violeta-escuro quando maduro, normalmente com 1–2,5 cm de comprimento e pequeno em plantas silvestres do que em cultivos de pomar. A casca é de cor cinza claro. A cor da azeitona antes de estar madura é o verde, e depois de estar madura torna-se preta ou violeta-acastanhada. A árvore atinge o ponto de produção óptimo com cerca de vinte anos.

Usos medicinais

  • As utilidades terapêuticas de oliveira têm sido indicadas na medicina tradicional. É conhecido por reduzir o açúcar no sangue, o colesterol e o ácido úrico. Também tem sido usado no tratamento de diabetes, hipertensão, inflamação, diarreia, infecções do trato respiratório e urinário, doenças estomacais e intestinais, asma, hemorróidas, reumatismo, laxante, limpador bucal e como vasodilatador. Muitos compostos fenólicos, especialmente secoiridóides e iridóides, e suas atividades farmacológicas têm sido foco de atração para cientistas na última década. 
  • A oleuropeína, um dos principais constituintes da oliveira, tem recebido muita atenção e muito trabalho tem sido feito sobre suas propriedades farmacológicas. 
  • A azeitona tem sido amplamente explorada como alimento funcional com vários biofenóis e outros constituintes bioativos. Os constituintes voláteis do azeite e suas aplicações no desenvolvimento de sabores também têm sido uma área importante da pesquisa atual. Algumas revisões foram feitas sobre a fitoquímica da azeitona e do azeite na última década, mas a planta do título está sob imensa investigação por cientistas de todo o mundo. Estão em andamento pesquisas contínuas para validar seus usos medicinais tradicionais, descritos detalhadamente na presente revisão.
  • O consumo diário de azeite recomendado é de até 20 mL, ou seja, duas colheres de sopa.

Cultivo

  • Ciclo de vida: Perene.
  • Tamanho: Pode atingir entre 10 e 20 m. Espaço entre linhas e entre plantas, as medidas mais conservadoras são 6 x 6 metros, 6 x 5 metros, 6 x 4 metros ou 5 x 5 metros. No caso de cultivo de 30 a 200 árvores por hectare, pode variar de 7 a 20 metros.
  • Luz: Sol pleno, mais de 6 horas por dia no sol, e pouco vento.
  • Substrato: Franco-arenoso, com bom escoamento de água e aeração às raízes. Evite áreas que acumulam água e que tenham solo muito fértil. Se houver deficiência nutritiva no solo, adicione anualmente de 18 a 45 kg de nitrogênio por hectare. Desde que seja moderadamente ácido ou básico, o pH pode oscilar entre 6,5 e 7,5. Em Minas Gerais e São Paulo, plante a oliveira em abril ou maio sob sol pleno. Na Região Sul, indica-se o cultivo em setembro, outubro e novembro (períodos de menor risco de geadas).
  • Clima ideal: Subtropical, mediterrâneo ou temperado. O clima frio é o melhor para o plantio. Porém, a cultura não tolera geadas, que danificam galhos, troncos e até diminuem a qualidade dos frutos. O período de floração deve ser seco, pois a umidade pode interferir no processo de polinização da planta, que ocorre por meio do vento.
  • Propagação: Uma semente de oliveira leva cerca de 40 dias para germinar, por isso mantenha a área regada e limpa, enquanto você espera.
  • Observações gerais:
    • Há cultivares para produção de azeite (arbequina, arbosana e koroneiki), azeitonas de mesa (ascolana) e ambas as finalidades (galaga alto d’ouro). Dê preferência para as que exigem menores quantidades de horas de frio e diversifique o plantio entre três ou quatro cultivares, para assegurar a polinização e reduzir riscos de perder exemplares com pragas e doenças. O uso de um mesmo cultivar em cada fileira ainda facilita a colheita, já que cada um tem sua época de maturação de frutos.
    • Para adubação, espalhe em cada árvore de 0,75 a 0,8 metro cúbico de composto rico em nitrogênio ou esterco em uma área de 2,7 x 2,7 metros. Nos primeiros dois anos de plantio, use o sistema de irrigação de gotejamento de superfície e, em seguida, passe para o enterrado. Por último, faça uma aplicação de nutrientes minerais solúveis em água via sistema de irrigação (fertirrigação).
    • Após cada rega, cubra a área com palha, alfafa, soja ou ervilha, para manter o solo fresco e inibir o crescimento de ervas daninhas. Para o cultivo de frutos, molhe a planta com mais frequência, enquanto para a produção de azeite, reduza as irrigações. Entre o fim do inverno e o começo da floração, comece a poda de cima para baixo, realizando cortes grandes antes dos menores.
    • A partir do terceiro ano de plantio, com carga total no sétimo ano. Contudo, a falta de irrigação ou a interferência de outros fatores podem adiar a frutificação por vários anos. Maduras, as oliveiras se tornam pretas, com sabor suave e amanteigado. Há azeites, no entanto, que são feitos da mistura entre azeitonas pretas e verdes de sabor apimentado, que são colhidas durante a mudança de cor.
    • A colheita pode ser feita após 3 anos do plantio, com pico de produção entre 10 e 50 anos.
  • Você pode ter a sua oliveira em jarros também. Só que é preciso que ela tenha pelo menos 6 horas de sol e quando jovens precisarão de regas moderadas e mais constantes, verificando com o dedo a terra, evitando que fique muito tempo seca. O jarro não precisa ser tão profundo.
  • Use um substrato tradicional com um pouco de perlite, turfa ou areia para facilitar a drenagem e clarear a sua textura. Pode-se adicionar um pouco de húmus de minhoca para melhorar a densidade nutricional do substrato e não esquecer de colocar alguns cascalhos ou seixos grosseiros no fundo do vaso. Pode fertilizar na primavera e no verão, de preferência com fertilizante orgânico.
  • Replante ela de a cada 2 ou 3 anos ou quando raízes começarem a sair dos orifícios do jarro, prefira a primavera para isso. Aumente o jarro em 5 a 10 cm de diâmetro e altura. Evite manusear as raízes.
  • A poda de uma oliveira em vaso deve ser feita com a regularidade que o seu ciclo de crescimento exige. Normalmente deve ser feita entre o Outono e o Inverno, para estimular o crescimento assim que a Primavera começa. Os especialistas recomendam que durante os primeiros 3 anos se mantenha a muda cortando os rebentos inferiores, para limpar um pouco o tronco e dar-lhe forma. Isto ajuda a marcar a sua ramificação. Após este tempo, deve ser podada, prestando atenção aos ramos principais, para que cresça com uma estrutura sólida. Remover quaisquer folhas que estejam em mau estado, crescer na direção oposta ou ficar enredadas com outras.

Correspondências mágicas

  • Gênero: Masculino.
  • Planeta: Sol.
  • Elemento: Ar.
  • Tarot: Sol.
  • As oliveiras são conhecidas pela sua longevidade, por isso, se quer que algo dure bastante como casamentos, felicidade e saúde, ela pode auxiliar.
  • O azeite atua como catalisador das energias, em especial de ervas. Sendo um agente coringa na prática de magia.
  • Atua como oferenda especialmente para a deusa Atena.

Usos mágicos

  • Rituais:
    • Oferenda de azeite ou azeitona para deuses helênicos.
    • Libação de azeite em términos de rituais.
    • Uso do azeite no kathiskos.
    • Uso do azeite para vestir velas.
    • Uso de azeite como base de poções e perfumes.
  • Cozinha mágica:
    • As azeitonas não são utilizadas como fruta natural devido ao seu sabor extremamente amargo, mas são consumidas como azeite ou azeitonas de mesa.
    • Azeitona pode ir em receitas como pizzas e tortas salgadas.
    • Azeite pode ser utilizado para temperar saladas, no vinagrete e em massas.

# As informações aqui não substituem a consulta médica.

Referências

  1. Paiva, D. M., Soares, G. G., Melo, J., Luz, M. L. G. S., & Gomes, M. C. Estudo de cenários econômicos para instalação de uma agroindústria destinada à extração de azeite de oliva.
  2. Hashmi, M. A., Khan, A., Hanif, M., Farooq, U., & Perveen, S. (2015). Traditional uses, phytochemistry, and pharmacology of Olea europaea (olive). Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine2015.
  3. Oliveira. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Oliveira> Acessado em 29/12/2023.
  4. Processo de elaboração do azeite oliva extra virgem. Disponível em <https://www.emporiodoazeite.com.br/blog/saiba-o-processo-de-elaboracao-azeite-oliva-exra-virgem> Acessado em 29/12/2023.
  5. Como escolher o azeite de oliva extra virgem. Disponível em <https://www.ufrgs.br/laranjanacolher/2020/07/06/como-escolher-o-azeite-de-oliva-estra-virgem/> Acessado em 29/12/2023.
  6. Dicas importantíssimas para compra e utilização de azeite de qualidade Disponível em <https://foodsafetybrazil.org/dicas-importantissimas-para-compra-e-utilizacao-de-azeite-de-qualidade/> Acessado em 29/12/2023.
  7. Tipos de azeite. Disponível em <https://content.paodeacucar.com/prazer-de-comer-e-beber/tipos-de-azeite> Acessado em 29/12/2023.
  8. Na hora da escolha do azeite de oliva… Disponível em <https://www.emporiodoazeite.com.br/blog/rotulagem-da-garrafa-de-azeite-de-oliva#:~:text=Extin%C3%A7%C3%A3o%20Espec%C3%ADfica%20Ultravioleta,onda%20de%20radia%C3%A7%C3%A3o%20em%20nan%C3%B4metros.> Acessado em 29/12/2023.
  9. Como ler um rótulo de azeite? Disponível em <https://www.paganinigastronomia.com.br/blog/dicas-e-curiosidades/como-ler-um-rotulo-de-azeite/> Acessado em 29/12/2023.
  10. Como escolher um bom azeite? Disponível em <https://olivapedia.com/como-escolher-um-bom-azeite/#:~:text=EXTIN%C3%87%C3%83O%20ESPEC%C3%8DFICA%20DO%20ULTRAVIOLETA&text=O%20teste%20%C3%A9%20realizado%20em,232%20nm%3A%202%2C5.> Acessado em 29/12/2023.
  11. Pesquisa atesta que Brasil produz azeite com padrão de qualidade internacional. Disponível em <https://www.embrapa.br/en/busca-de-noticias/-/noticia/82458918/pesquisa-atesta-que-brasil-produz-azeite-com-padrao-de-qualidade-internacional#:~:text=O%20azeite%20brasileiro%20tem%20qualidade,%2C24%25%20do%20consumo%20nacional.> Acessado em 29/12/2023.
  12. É tempo de azeite para os brasileiros! Disponível em <https://saude.abril.com.br/alimentacao/e-tempo-de-azeite-para-os-brasileiros#google_vignette> Acessado em 29/12/2023.
  13. Olive tree of Acropolis. Disponível em <https://www.atlasobscura.com/places/olive-tree-acropolis> Acessado em 29/12/2023.
  14. Polêmica: pode esquentar o azeite de oliva? Azeitóloga responde. Disponível em <https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/degusta/alimentacao-com-saude/polemica-pode-esquentar-o-azeite-de-oliva-azeitologa-responde,56d565672c415d5fa319b7b1cf89bbb6q15a1pjj.html#:~:text=%E2%80%9CO%20tipo%20extravirgem%2C%20que%20%C3%A9,explica%20a%20azeit%C3%B3loga%20Ana%20Beloto.> Acessado em 29/12/2023.
  15. Como plantar oliveira. Disponível em <https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/como-plantar/noticia/2015/01/como-plantar-oliveira.html> Acessado em 29/12/2023.
  16. Guia de tratamento de oliveiras no interior. Disponível em <https://be.green/pt/blog/factos-interessantes-sobre-a-oliveira-de-interior#:~:text=Substrato%20e%20potes,e%20clarear%20a%20sua%20textura.> Acessado em 29/12/2023.

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