Herbário

Abóbora

Abóbora dos mortos

  • A abóbora é uma fruta nativa da América, com sítios arqueológicos indicando seu cultivo no sudoeste dos Estados Unidos, México e Norte da América do Sul de espécies como Cucurbita pepo, C. moschata, C. argyosperma e C. máxima de forma ampla na América pré-colombiana.
  • Tais espécies foram domesticadas pelos índios americanos e faziam parte da dieta de civilizações Olmeca, Inca, Maia e Asteca. Os indígenas brasileiros também já consumiam as abóboras (C. moschata) e morangas (C. maxima) antes da chegada dos colonizadores portugueses.
  • Hoje a abóbora é cultivada desde o norte do México até a Argentina e o Chile e se espalhou pela Europa (França e Portugal, por exemplo), Ásia (Índia e China) e América Ocidental. A produção mundial de abóboras e morangas foi estimada em torno de 27,67 milhões de toneladas em cerca de 2,04 milhões de hectares em 2018. No Brasil, o seu cultivo se destaca em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Maranhão, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
  • Todas as abóboras pertencem a família das Curcubitacea junto de outras plantas rasteiras como o pepino, melão, maxixe, melancia e chuchu.
  • A abóbora é uma videira anual ou planta rasteira e pode ser cultivada desde o nível do mar até grandes altitudes. É famosa por suas sementes comestíveis, frutas e verduras, existindo diferentes variedades de abóboras.
  • A abóbora também se tornou um grande símbolo da bruxaria devido a sua associação com o Halloween.
Abóboras

Lanterna de Abóbora

  • A tradição de esculpir abóboras com rostos e acendê-las com velas vem das tradições celtas, onde nabos e outros vegetais bulbosos eram utilizados durante o festival do ápice de outono, chamado Samhain, para afastar maus espíritos.
  • Para os celtas, a cabeça era a parte mais sagrada e importante do corpo. Então, criar rostos e transformá-los em lanternas para iluminar a noite na qual os véus estavam mais finos e os portais do outro mundo estavam abertos fazia todo o sentido.
  • O termo Jack O ‘Lantern é o nome em inglês para as lanternas de abóboras que são feitas no Halloween como decoração. Em Portugal, essa decoração se chama coca.
Jack O ‘Lantern.

I) Stingy Jack

  • O nome Jack teria origem em uma lenda irlandesa do Stingy Jack. Segundo a lenda, há vários séculos, perambulava entre as ruas de cidades e vilas na Irlanda um bêbado conhecido como “Jack, o Smith“. Jack era conhecido em toda a parte como um embusteiro, manipulador e outras péssimas qualidades. Em uma noite fatídica, o Diabo ouviu sobre as maldades de Jack. Insatisfeito (e com inveja) dos rumores, o Diabo foi até a Irlanda para descobrir por si mesmo se Jack merecia ou não ficar vivo.
  • Típico de Jack, ele estava bêbado e vagando pelos campos à noite, quando ele se deparou com um corpo em seu caminho. O corpo tinha uma careta estranha em seu rosto, e era o Diabo. Jack percebeu na hora que este seria o seu fim; o Diabo tinha finalmente chegado para recolher sua alma malévola. Jack fez um último pedido: ele pediu ao demônio que o deixasse beber antes de partir para o inferno. Não encontrando nenhum motivo para não consentir o pedido, o Diabo levou Jack ao bar local e lhe forneceu muitas bebidas alcoólicas. Após saciar sua sede de álcool, Jack pergunta se o Diabo poderia pagar a conta do bar. Então, convenceu-o a se transformar em uma moeda de prata para que pudesse pagar ao bar. Astutamente, Jack colocou a moeda (demônio) em seu bolso, que continha também um crucifixo. A presença do crucifixo impediu que o Diabo fugisse de sua forma. Coagido, o Diabo teve que aceitar a exigência de Jack: em troca da liberdade do Diabo, ele só poderia ter a alma de Jack em 10 anos.
  • Dez anos depois da data em que Jack enganou o Diabo, ele se viu novamente na presença do demônio. Mesmo com o acordo de antes, Jack consentiu que era a sua hora de ir para o inferno para sempre. Com o diabo preparado para levá-lo ao submundo, Jack pergunta se ele poderia comer uma maçã para alimentar sua barriga faminta. Tolamente, o Diabo mais uma vez atendeu a esse pedido, e então subiu nos galhos de uma macieira nas proximidades. Jack, muito esperto, colocou em torno da base da árvore vários crucifixos. O Diabo, frustrado com o fato de ser aprisionado novamente, exigiu a sua libertação. Como fizera anteriormente, Jack fez uma exigência: que sua alma nunca fosse tomada pelo demônio. O Diabo concordou e foi libertado.
  • Eventualmente, a vida adulterada e instável teve seus efeitos sobre Jack, pois morreu do jeito que viveu. Porém, logo após a sua morte, ele se deparou diante das portas de São Pedro. Entretanto, como a vida de Jack fora simplesmente uma bebedeira infindável, ele não foi aceito no céu. Jack, triste, foi aos portões do inferno e pediu para entrar no submundo. O Diabo, cumprindo sua obrigação com Jack, não poderia ter sua alma. Para assombrar os outros, o Demônio deu a Jack uma lanterna feita com nabo oco e carvão, e marcou-o como um habitante do submundo. Daquele dia em diante até a eternidade, Jack está condenado a vagar no mundo entre o bem e o mal, com apenas a lanterna do Diabo para iluminar seu caminho.
  • Diz a lenda que um dia apenas dois irmãos vão ser capazes de aprisionar o Diabo, realizar seus desejos e tomar seu lugar como senhor do inferno.
Lenda do Stingy Jack.

II) Cavaleiro sem cabeça

  • O cavaleiro sem cabeça é um tópico do folclore europeu desde pelo menos a Idade Média. O cavaleiro sem cabeça é tradicionalmente descrito como um homem montado num cavalo que está sem a sua cabeça. Dependendo da versão, ele está carregando-a na mão ou está completamente sem ela, procurando-a.
  • A lenda ganhou popularidade internacional graças ao conto The Legend of Sleepy Hollow (1820), de Washington Irving, muitas vezes retratam o Cavaleiro Sem Cabeça (Sleepy Hollow) com uma abóbora ou jack-o’-lantern no lugar de sua cabeça decepada.
Capa para a versão da lenda de Mayne Reid, publicada em 1865.

III) Demais associações

  • A aplicação do termo para abóboras esculpidas no inglês estadunidense é atestada pela primeira vez em 1834. A associação da lanterna de abóbora esculpida com o Dia das Bruxas foi registrada na edição de 1 de novembro de 1866 edição do Daily News (Kingston, Ontário).
  • Nos Estados Unidos, a abóbora esculpida foi primeiramente associada com a estação da colheita, muito antes que se transformasse um emblema do Halloween. Em 1900, um artigo sobre o Dia de Ação de Graças recomendava lanternas de abóbora como parte das festividades.
  • Com a imigração dos povos europeus para a América, as abóboras passaram a ser utilizadas por serem abundantes na região, auxiliando no sustento das famílias durante os longos e rigorosos invernos.
  • Uma abóbora pode durar até 90 dias depois de colhida e ser utilizada na cozinha de diversas maneiras e em uma variedade de receitas. Isso explica porque as abóboras se tornaram um aspecto tão marcante na cultura pagã.
  • No Brasil existe algumas adaptações desta celebração, porém a abóbora é muito mais nostálgica para nós. Para muitos, ela traz a lembrança de saborosos doces caseiros preparados nos tachos e fogões à lenha de nossas avós, doceiras com alma de feiticeira.

IV) Passo a passo para esculpir sua lanterna

  1. Utilize uma abóbora madura. Com o auxílio de uma faca, corte uma tampa da parte superior, em volta da inserção do caule.
  2. Após, abra a tampa e com uma colher, cave toda a abóbora de maneira a soltar todo o seu conteúdo interno.
  3. Retire a polpa e as sementes e guarde-as para utilizar na cozinha em pratos mágicos e feitiços. Agora, com muito cuidado, utilize a faca para cortar os olhos e a boca na abóbora (você pode desenhar à mão livre ou imprimir um molde para ajudar no processo).
  4. Quando ela estiver pronta, acenda uma vela (ou pisca-pisca) em seu interior e queime algumas ervas de proteção em sua chama para afastar as energias negativas e maus espíritos.
  5. Em seguida, feche a tampa e deixe a vela acesa até o final das celebrações.
  6. No final das celebrações, você poderá descartar a vela no lixo comum (para não contaminar o solo com parafina) e deixar a lanterna em uma área verde (como seu jardim, um parque, floresta, etc.). Ela servirá como alimento para diversos animais.

Abóbora (Cucurbita sp.)

  • Origem: Continente americano.
  • Outros nomes: Abóbora, jerimum, moranga, pumpkin (em inglês).
Anatomia da abóbora.
  • A abóbora é uma planta rasteira ou trepadeira, monóica, anual embora persistente por um determinado período, dando a impressão de ser uma planta perene de curta duração, sem raízes de reserva inchadas. 
  • É resistente a baixas temperaturas, mas não a geadas severas. 
  • Possui cinco caules vigorosos e levemente angulosos e folhas com pecíolos de 5 a 25 cm, ovado-cordados a suborbicular-cordados, com ou sem manchas brancas na superfície e possuem três a cinco lóbulos apiculados, arredondados ou obtusos, sendo o central maior. que os laterais. 
  • As flores masculinas são longas e pediceladas e têm um cálice campanulado com 5 a 10 mm de comprimento e quase a mesma largura, sépalas lineares de 5–15 × 1–2 mm e uma corola tubular campanulada bastante mais larga em direção à base, 6 a 12 cm longo e amarelo a laranja claro. Eles têm três estames. 
  • As flores femininas têm pedúnculos robustos, com 3 a 5 cm de comprimento, ovário multilocular ovóide a elíptico, sépalas ocasionalmente foliáceas e uma corola um pouco maior que a das flores masculinas. Eles têm um estilo espessado e três estigmas lobados. 
  • O fruto é do tipo carnoso (pepônio), de formato globoso a ovóide-elíptico, com três padrões de cores: (1) verde claro ou escuro, com ou sem linhas ou listras brancas longitudinais em direção ao ápice; (2) minuciosamente manchado de branco e verde; (3) laranja, branco, creme ou polpa branca. 
  • A polpa é doce e as sementes são ovais-elípticas, achatadas, 15–25 × 7–12 mm, e de cor marrom escuro a preto ou branco cremoso.
Diferença entre a flor feminina (esquerda) e masculina (direita) de abóbora.
Tipos de abóbora.

Usos medicinais

  • A abóbora é uma das plantas comestíveis mais conhecidas e possui propriedades medicinais substanciais devido à presença de substâncias comestíveis naturais únicas. Contém vários fitoconstituintes pertencentes às categorias de alcalóides, flavonóides e ácidos palmítico, oleico e linoléico. 
  • Várias propriedades medicinais importantes, incluindo antidiabéticas, antioxidantes, anticancerígenas, anti-inflamatórias e outras, foram bem documentadas.
  • Ela é fonte de sais minerais como o ferro, cálcio, magnésio e potássio, assim como vitaminas como vitamina A, B, C e E.
  • A parte mais importante da abóbora são suas sementes com baixo teor de gordura e ricas em proteínas. A segunda parte mais importante é a sua polpa. A fruta imatura é cozida como verdura, enquanto a fruta madura é doce e utilizada na confecção de sobremesas e bebidas, às vezes alcoólicas. 
  • A fruta possui bom teor de β-caroteno e moderado teor de carboidratos, vitaminas e minerais. 
  • Diferentes partes da planta da abóbora têm sido utilizadas na forma de vários regimes alimentares em toda a sua área de distribuição na América. 
  • O óleo comestível também é obtido da semente de abóbora, rica em ácido oleico. 
  • Tem ação diurética, auxiliando no alívio das úlceras e na prevenção de pedras nos rins. Promove melhora na visão, na saúde dos olhos graças à vitamina A.
  • Também atua na prevenção de doenças coronárias devido à alta taxa de potássio. As sementes de abóbora contêm um aminoácido chamado cucurbitina (responsável por auxiliar no tratamento de verminoses) e são ricas em triptofano, um aminoácido responsável por auxiliar na produção de serotonina (um neurotransmissor que melhora o humor, ajuda a relaxar e a dormir melhor).
Abóbora antes de ser colhida.

Cultivo

  • Ciclo de vida: anual.
  • Tamanho: Espaçamento de 1 m entre covas, covas de 30 cm de largura por 25 cm de profundidade.
  • Luz: Sol pleno.
  • Substrato: Levemente inclinado, profundo, areno-argiloso, arejado, com boa drenagem e rico em matéria orgânica.
  • Clima ideal: tropical.
  • Água: irrigar caso não tenha chuva, principalmente até os 30 e 50 dias de vida quando as folhas se formam e auxiliam na manutenção da umidade do solo.
  • Plantio: todo o ano em regiões quentes, desde de que se faça irrigação na ausência de chuva. Em regiões com geadas, o plantio deve ser feito entre agosto e fevereiro. Em épocas de muita chuva, plante em terrenos inclinados, preferencialmente voltados para o leste.
  • Propagação: 3 sementes/cova ou mudas.
  • Observações gerais:
    • Podem ser cultivadas em diferentes tipos de solo, desde de que não tenha umidade excessiva.
    • As exigências climáticas variam de acordo com a espécie e cultivares, as abóboras (C. moschata) toleram temperaturas mais elevadas que as morangas, gilas preferem uma temperatura mais amena.
    • É preciso observar a temperatura, umidade e a luminosidade para cada cultivar.
    • Você pode cultivar sua abóbora em jarros de cerca de 40 L.
    • Veja nas referências um guia detalhado da Embrapa com as recomendações técnicas para o cultivo.
Pé de abóbora.

Correspondências mágicas

  • Gênero: Feminino
  • Planeta: Lua
  • Elemento: Água
  • Tarot: A Morte, A Grã-Sacerdotisa.
  • Seu poder se manifesta nas áreas de amor, desejos, prosperidade, fertilidade e proteção.
  • Ela é muito relacionada a divindades lunares e do submundo.
  • Está muito relacionada a festivais ligados a ancestralidade e outono como Samhain e Mabon.
Abóboras como decoração.

Usos mágicos

  • Rituais:
    • Rituais de necromancia como oferenda a ancestrais;
    • Faça uma lanterna de abóbora para proteção contra espíritos;
    • Devocional a deuses do submundo e lunares.
    • Utilize as sementes secas para fortalecer feitiços de prosperidade e fertilidade.
    • Você pode escrever um desejo na semente e plantar ela para ele se realizar a medida que a planta cresce.
    • Utilize a culinária mágica para espalhar a energia da abóbora para todos que consumirem o alimento.
    • Utilize abóboras ou imagens dela como elemento decorativos e suporte de velas para lembrar dessa energia de halloween e ancestralidade.
    • Faça um creme de abóbora para passar no rosto, com meia xícara de purê de abóbora, meia xícara de açúcar mascavo, 1 colher de chá de mel e uma pitada de canela. Esfregue a mistura suavemente na pele e enxágue no banho abundantemente.
  • Cozinha mágica:
    • Você pode usar todas as partes da abóbora em suas receitas mágicas, a casca, semente e polpa. Tanto em receitas doces quanto salgadas.
    • Assada ganha um sabor mais adocicado.
    • Refogada absorve bem os temperos como curry, alecrim, coco, canela, noz-moscada, sálvia, amêndoas, castanha, cogumelos e gengibre.
    • Grelhada fica mais firme e com um sabor tostado.
    • As sementes podem ser tostadas com um pouco de sal e ser um ótimo aperitivo.
    • Cozida fica suculenta e se desmancha na boca, vira até purê.
    • Em forma de doce (cremoso ou em pedaços) não tem quem resista.
  • Outros usos:
    • Um quintal com a planta em natura em sua horta;
    • Defumação com as folhas de abóbora, cascas ou sementes desidratadas;
    • Banho mágico com as folhas ou fruto desidratados ou triturados, suco ou chá;
    • Vestir a vela com o pó da semente tritutrado;
    • Sachê com as sementes secas como amuleto;

# As informações aqui não substituem a consulta médica.

Referências

  1. Yadav, M., Jain, S., Tomar, R., Prasad, G. B. K. S., & Yadav, H. (2010). Medicinal and biological potential of pumpkin: an updated review. Nutrition research reviews23(2), 184-190.
  2. Recomendações técnicas para o cultivo de abóboras e morangas. Disponível em <https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1134117/recomendacoes-tecnicas-para-o-cultivo-de-aboboras-e-morangas> Acessado em 19/11/2023.
  3. 10 usos da Abóbora da Magia e na Bruxaria. Disponível em <https://temperodebruxa.com.br/2019/04/18/10-usos-abobora-magia-bruxaria-2/> Acessado em 19/11/2023.
  4. Abóbora: Propriedades Mágicas, Usos na Bruxaria e Benefícios. Disponível em <https://temperodebruxa.com.br/2019/04/14/abobora-propriedades-magicas-beneficios/> Acessado em 19/11/2023.
  5. O Simbolismo da Abóbora na Magia e na Bruxaria. Disponível em <https://temperodebruxa.com.br/2019/04/17/simbolismo-abobora-magia-bruxaria/> Acessado em 19/11/2023.
  6. Jack-o’-lantern. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Jack-o%27-lantern> Acessado em 19/11/2023.
  7. Stingy Jack. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Stingy_Jack> Acessado em 19/11/2023.
  8. Cavaleiro sem cabeça. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaleiro_sem_cabe%C3%A7a> Acessado em 19/11/2023.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezesseis + 14 =

error: O conteúdo é protegido!

Notice: file_put_contents(): Write of 109868 bytes failed with errno=122 Disk quota exceeded in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php on line 172

Notice: file_put_contents(): Write of 86 bytes failed with errno=122 Disk quota exceeded in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php on line 172

Notice: file_put_contents(): Write of 59046 bytes failed with errno=122 Disk quota exceeded in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php on line 172

Notice: file_put_contents(): Write of 572 bytes failed with errno=122 Disk quota exceeded in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php on line 172

Notice: file_put_contents(): Write of 217 bytes failed with errno=122 Disk quota exceeded in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php on line 172

Notice: file_put_contents(): Write of 4063 bytes failed with errno=122 Disk quota exceeded in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php on line 172

Notice: file_put_contents(): Write of 38553 bytes failed with errno=122 Disk quota exceeded in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php on line 172

Notice: file_put_contents(): Write of 102283 bytes failed with errno=122 Disk quota exceeded in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php on line 172

Notice: file_put_contents(): Write of 981 bytes failed with errno=122 Disk quota exceeded in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php on line 172

Notice: file_put_contents(): Write of 999 bytes failed with errno=122 Disk quota exceeded in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php on line 172

Notice: file_put_contents(): Write of 1125 bytes failed with errno=122 Disk quota exceeded in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php on line 172

Notice: file_put_contents(): Write of 8132 bytes failed with errno=122 Disk quota exceeded in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php on line 172

Fatal error: Uncaught ErrorException: file_put_contents(): Write of 416 bytes failed with errno=122 Disk quota exceeded in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php:172 Stack trace: #0 [internal function]: litespeed_exception_handler() #1 /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php(172): file_put_contents() #2 /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/optimize.cls.php(809): LiteSpeed\File::save() #3 /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/optimize.cls.php(769): LiteSpeed\Optimize->_build_single_hash_url() #4 /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/optimize.cls.php(349): LiteSpeed\Optimize->_src_queue_handler() #5 /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/optimize.cls.php(264): LiteSpeed\Optimize->_optimize() #6 /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-includes/class-wp-hook.php(324): LiteSpeed\Optimize->finalize() #7 /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-includes/plugin.php(205): WP_Hook->apply_filters() #8 /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/core.cls.php(477): apply_filters() #9 [internal function]: LiteSpeed\Core->send_headers_force() #10 /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-includes/functions.php(5373): ob_end_flush() #11 /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-includes/class-wp-hook.php(324): wp_ob_end_flush_all() #12 /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-includes/class-wp-hook.php(348): WP_Hook->apply_filters() #13 /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-includes/plugin.php(517): WP_Hook->do_action() #14 /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-includes/load.php(1260): do_action() #15 [internal function]: shutdown_action_hook() #16 {main} thrown in /home/u360919147/domains/submundoperiferico.com/public_html/wp-content/plugins/litespeed-cache/src/file.cls.php on line 172