Energia dos elementos

A água helênica

Introdução

  • A minha intenção é esse texto ser um repositório dos meus estudos sobre o elemento água na perspectiva helênica. Por isso, será um texto em constante construção. Volte aqui sempre em busca da versão mais atual. Assim como qualquer outro texto deste blog, não pretendo esgotar esse assunto aqui, apenas compartilhar o que já estudei para ajudar vocês.
  • Diferente do que normalmente vemos no neopaganismo onde os elementais estão separados didaticamente por elementos, ao estudar a perspectiva grega, percebemos que os espíritos da natureza estão por toda a parte e muitos deles habitam em locais onde mais de um elemento predomina ao mesmo tempo.
  • Na nossa realidade existem elementos naturais mais complexos que apenas as divisões entre fogo, terra, água e ar. Isso fica claro quando pensamos em ninfas das nuvens, ninfas das estrelas, ninfas da luz, ninfas de vulcões, entre outras, que podem ser compreendidas como elementais de mais de uma categoria.
  • Os textos sobre elementos buscam apenas uma reflexão de onde os elementos estão se manifestando e levam destaque na mitologia grega. Apesar da divisão didática, é importante pensar que pode haver predomínio de um elemento, mas dificilmente estarão isolados. Compreender os elementais gregos é ter contato com a natureza, ultrapassando os limites dessas categorias.

Água: Construção e Destruição

  • Assim como tudo na natureza, a água tem seus aspectos construtivos e destrutivos. Por isso, buscamos o equilíbrio dessa força em nós.
  • Ele é um elemento purificador e emocional, a sua ação gera limpeza e mergulho nas sombras. Do sujo ao limpo, do seco para o úmido, do concreto para o fluido.
  • Momentos de construção da água:
    • Chuva para plantações;
    • Hidratação do corpo;
    • Limpeza das impurezas.
  • Momentos de destruição da água:
    • Enchentes e tsunamis;
    • Afogamentos;
    • Naufrágios;
    • Tempestades;
    • Decomposição.
Água.

Manifestações da água

  • A água tem um lugar de destaque em vários mitos gregos e está associado a vários personagens notáveis ​​da mitologia grega, como Poseidon, as naiades e oceânides.
  • Ele tinha um significado prático, simbólico e até elementar para a mente grega. Em termos práticos, era extremamente perigoso e extremamente útil, sendo associado a locais de pesca, nascimentos, raptos e também a práticas ritualísticas de purificação. Simbolicamente, muitas vezes tinha uma conotação de purificação de miasmas e também de mergulho no desconhecido. 
  • Sabendo onde a água está se manifestando, podemos entender seus poderes e como nos conectar com ela na natureza. Nada mais pagão do que sentir o frescor da água na pele e entender por si a sensação que isso gera. Para os gregos antigos, não há religião porque não existe momento profano ou distante dos deuses. Eles estão por toda parte, o sagrado está presente em todos, o tempo todo.

I) Ciclos da água

  • O primeiro ponto é entender onde encontramos água na natureza. Ela está presente em tudo, basicamente. A superfície do nosso planeta tem cerca de 71% coberta por água, nossos corpos também são compostos em cerca de 70% por água. Em média, podemos ficar entre 2 a 4 dias sem beber água, mas já comprometendo muito da nossa estrutura física. Isso por si, já mostra a sua importância.
  • A quantidade de água líquida que existe hoje no planeta é a mesma que existia há pelo menos três bilhões de anos (quando a crosta da Terra já estava completamente resfriada). Sua distribuição, no entanto, se alterou ao longo do período geológico devido aos fenômenos climáticos (como os ciclos glaciais) e aos movimentos tectônicos que formam as montanhas ou abrem fissuras na crosta.
Distribuição da água no Planeta Terra atualmente.
Distribuição da água no corpo humano.
  • Considerando a distribuição de água doce e salgada pelo planeta, podemos notar dois pontos importantes. O primeiro deles relaciona-se com a pouca disponibilidade de água doce, importante para o consumo direto e o desenvolvimento de diversas atividades humanas. Outro ponto que é a grande extensão dos oceanos e sua importância no ciclo da água e na regulação do clima da Terra. Além disso, ambientes marinhos, por terem sido o berço da vida e serem o tipo de hábitat mais abundante na Terra, abrigam uma imensa biodiversidade, ainda não completamente conhecida e seriamente ameaçada.
  • Dia 22 de março é o dia mundial da água e dia 8 de junho é o dia mundial dos oceanos. Essas são datas propícias para você criar a tradição de ter atividades em prol da conservação desses ambientes.
  • O ciclo da água é responsável por coletar, purificar e redistribuir toda a água da Terra. Isso é realizado usando-se somente a energia do Sol. Cerca de um terço da energia solar que atinge a Terra está envolvida diretamente com a movimentação das águas, promovendo a sua evaporação (principalmente nos oceanos), a transpiração das plantas e dos animais, e a sublimação do gelo armazenado nas calotas polares e nos picos de altas montanhas.
  • Toda a água armazenada na atmosfera em estado gasoso (vapor d’água), também por ação do Sol, se condensa em nuvens e precipita-se na forma de chuva. Muitas vezes, por causa da ação dos ventos, a chuva ocorre em locais muito distantes de onde as nuvens se formaram. O grande reservatório de água e principal fonte geradora de vapor d’água (84%) são os oceanos, responsáveis pela maior parte da chuva que cai nas massas continentais.
  • A chuva que cai nos continentes escoa para regiões mais baixas, formando rios, lagos e pântanos, até encontrar o oceano. Parte da água que atinge os continentes infiltra-se no solo e preenche os espaços entre rochas, formando os lençóis freáticos e aquíferos, que possuem renovação muito lenta. Em regiões frias, a água pode ainda se acumular na forma de gelo e permanecer nesse estado durante milhões de anos.
Ciclo da água.
  • Com isso, podemos ver que temos a água na natureza intimamente relacionada a outros elementos como:
    • Nuvens de chuva – Relacionada diretamente com o ar (vapor) e o fogo (pela condensação e pela formação de raios).
    • Águas doces e salgadas – Relacionadas ao ar (superfície) e a terra (escoamento, minerais dissolvidos, leito e fundo).
    • Calotas polares – Relacionada a terra (formação concreta e fixa).
    • Águas subterrâneas – Relacionadas a terra e ao fogo (devido a ação vulcânica).

II) Mar

  • Os gregos antigos tinham grande relação com os seguintes mares: Mar Adriático, Mar Negro, Mar Mediterrâneo e Mar Egeu. Boa parte do território grego antigo (e até mesmo atual) era formado por ilhas. Por isso, é natural que muito do seu modo de vida e economia, assim como seu panteão e seus mitos tenham relação com os mares.
  • Os helenos tinham uma relação tão forte com o mar que Platão descreveu que os helenos eram como formigas e sapos ao redor de uma lagoa no seu texto Fédon.
  • Os gregos antigos deram contribuições importantes para o desenvolvimento da Cartografia. Por volta de 500 AEC, Hecateu de Mileto escreveu o primeiro livro de Geografia que se tem notícia. Algumas décadas depois, o historiador grego Heródoto enriqueceu as referências geográficas de Hecateu. Representações gráficas desses mapas, feitas naquela época, não chegaram até nós, conhecemos apenas suas descrições. Sabia-se que a África (Líbia) era banhada por um oceano, desde cerca de 600 AEC. Hecateu concebia a Terra como um disco achatado, cercado por um oceano.
  • Acredita-se, entretanto, que alguns filósofos gregos da mesma época ou anterior, como Pitágoras ou Parmênides, já concebiam uma Terra esférica. No século IV AEC o conceito de Terra esférica já era aceito por grande parte dos filósofos gregos e, cerca de 350 AEC, Aristóteles formulou seis argumentos para prová-lo. No século III AEC, Eratóstenes, bibliotecário em Alexandria, mediu o diâmetro da Terra com grande precisão para a época.
Grécia antiga e sua relação com o mar.
  • Deuses relacionados diretamente a água salgada: Aegaeus, Aeolus, Acheilus, Afrodite, Alcyone, Anfitrite, Ceto, Ceyx, Briareus, Delphin, Erotes, Eurybia, Glaucus, Hécate, Leucothea, Nereus, Palaemon, Phorcys, Pontus, Proteus, Thalassa, Thaumas, Thetis e Tritão.
  • Ninfas relacionadas a água salgada: Halai, Pallas, Triteia, Tritones, Neireidas, Rhode e Tritonides.
  • Daemones relacionados a água salgada: Acheilus, Charybdis, Górgonas, Graeae, Harpias, Lamia, Nerites, Proseoous Daemones, Telchines e Tritones.
  • Criaturas lendárias relacionadas a água salgada: Alcione e Ceyx, Aphros, Bythos, Caríbidis, Carcinus, Cetea, Ketos, Echidna, Ichthyes, Ichthyocentauros (Aphros/Espuma e Bythos/Profundezas), Ladon, Seirenes, Skylla, Tritones e Hippocampos.
Mar.
  • O mar era associado a viagens, ao comércio e a pesca. Portanto, cidades do litoral e das ilhas tinham forte relação com a prosperidade vinda do mar e não apenas da agricultura. As divindades relacionadas ao mar também eram apaziguadas com sacrifícios quando viagens marítimas eram realizadas para evitar naufrágios e tempestades.
  • Existem muitos mitos e histórias ambientados no mar como a Odisséia, Jasão e os Argonautas e o Nascimento de Afrodite.
  • A água do mar também tinha o poder de limpar miasmas, atuando como um khernips. Inclusive faz parte dos ritos dos Mistérios Maiores de Elêusis, a limpeza dos porcos e dos iniciados no mar.
  • Os monstros marinhos também eram considerados os responsáveis pelas mortes que aconteciam no mar, atuando como psicopompos. Os mortos no mar não tinham os ritos funerários recomendados e com a perde de seus corpos, eram encaminhados ao submundo por esses seres dos mares.
O nascimento de Vênus – Pintor: Sandro Boticcelli (1484).
  • As Seirenes (do grego Σειρην Σειρηνες, transliterado Seirên ou Seirênes e da escrita latina sereias) eram ninfas marinhas monstruosas que atraíam os marinheiros para a morte com uma canção encantadora, também consideradas psicopompas de mortos no mar. 
  • Os Seirenes foram descritos como pássaros com cabeças ou corpos inteiros de mulheres. Na arte do mosaico, eles eram representados apenas com pernas de pássaros.
  • Elas eram anteriormente servas da deusa Perséfone e quando ela foi secretamente abduzida por Hades, Deméter deu a elas corpos de pássaros para ajudar na busca. Eles finalmente desistiram e se estabeleceram na florida ilha de Anthemoessa.
  • Os poetas tardios as representam como dotadas de asas, que dizem ter recebido a seu próprio pedido, a fim de poderem procurar Perséfone (Ov. Conheceu. v. 552), ou como punição de Deméter por não ter ajudado Perséfone (Hygin. lc ), ou punição de Afrodite, porque desejavam permanecer virgens (Eustath. lc ; Aelian, HA xvii. 23; Apollon. Rhod. iv. 896). Uma vez, porém, eles se permitiram ser persuadidos por Hera a entrar em uma disputa com as Musas e, sendo derrotados, foram privados de suas asas (Paus. Ix. 34. § 2; Eustath. ad Hom. p . 85). 
  • As Seirenes foram encontradas pelos Argonautas que passaram ilesos com a ajuda do poeta Orfeu que abafou sua música com canções. Mais tarde, Odisseu passou, amarrado firmemente ao mastro, enquanto seus homens tapavam os ouvidos com cera. Os seirenes ficaram tão aflitos ao ver um homem ouvir sua canção e ainda escapar que se jogaram no mar e se afogaram.
  • Segundo Homero, a ilha das Sereias situava-se entre Aeaea e a rocha de Scylla, perto da costa sudoeste da Itália. Homero não diz nada sobre o número delas, mas escritores posteriores mencionam seus nomes e números, alguns afirmam que eram:
    • Duas: Partênope e Lígia;
    • Duas: Aglaopheme e Telxíope (Eustath. ad Hom. p. 1709); 
    • Três: Peisínoe, Agláope e Telxiépia (Tzetz. ad Lycoph. 712);
    • Três: Partênope, Lígia e Leucósia (Eustath. lc; Strab. v. pp. 246, 252; Serv. ad Virg. Georg. iv. 562).
    • Quatro: Teles, Rede, Molpe e Telxíope.
Odisseu, preso ao mastro de seu navio, ouve o canto mortal das sereias. Uma das donzelas com corpo de pássaro se joga no mar em desespero por ter sido frustrada pelo herói. Museu Britânico, Londres. Cerca de 480-470 AEC.
  • Skylla (Scylla) era um monstro marinho que assombrava as rochas de um estreito estreito oposto ao redemoinho de Kharybdis (Charybdis). Os navios que navegassem muito perto de suas rochas perderiam seis homens para suas cabeças vorazes e arremessadas.
  • Homero descreve Skylla como uma criatura com doze pés pendurados, seis pescoços longos e cabeças horríveis alinhadas com uma fileira tripla de dentes afiados. Sua voz foi comparada ao ganido de cachorros. Esta descrição de Skylla é provavelmente derivada da imagem de palavras associadas ao seu nome – ou seja, “caranguejo-eremita” (grego skyllaros), “cachorro” e “cachorro-tubarão” (skylax) e “rasgar” (skyllô). Na arte clássica, ela era retratada como uma deusa do mar com cauda de peixe e um aglomerado de partes dianteiras caninas em torno de sua cintura.
  • De acordo com escritores clássicos tardios, ela já foi uma bela ninfa amada pelo deus do mar Glaukos (Glaucus), mas sua rival ciumenta, a bruxa Kirke (Circe), empregou magia para transformá-la em um monstro. Os poetas mais antigos, no entanto, imaginavam Skylla simplesmente como um monstro nascido em uma família monstruosa.
Scylla é retratada como uma ninfa sereia com a cabeça, braços e torso de uma mulher no topo da cauda serpentina de um peixe. As partes dianteiras de dois cachorros brotam de sua cintura e ela segura um tridente na mão. Museu J. Paul Getty, Malibu (cerca de 340 AEC).
  • Os Tritones ou Tritões eram um grupo de deuses do mar com cauda de peixe ou daimones no séquito do deus Poseidon. Eles eram uma plurificação do deus Tritão e eram retratados como os Satyroi (sátiros) do mar.
  • Outra raça de Tritones, chamada Ikhthyokentauroi (Centauros do Mar), tinha a parte superior do corpo de homem e a parte inferior de Hippokampoi (cavalo com rabo de peixe).
  • Uma monstruosa criatura semelhante a Tritão também foi descrita por vários escritores antigos. O mais famoso deles foi um espécime morto preservado na cidade de Tanagra.
Um hipocampo alado ou Pegasus com cauda de peixe é cercado por um círculo de ondas. Esta criatura incomum tem a cabeça e as patas dianteiras de um cavalo, a cauda e os dorsais de um peixe e as asas de um pássaro. No mito, o Pégaso alado era filho do deus do mar Poseidon e os Hipocampos com cauda de peixe eram seus corcéis aquáticos. Museu Hermitage do Estado, São Petersburgo (cerca 320-310 AEC).
  • As Nereidas (do grego Νηρεις Νηρειδες, filhas de Nereus, as molhadas) eram cinquenta ninfas do mar, filhas de Nereus, o velho homem do mar e Dóris, deusa da foz dos rios. 
  • As Nereidas também eram chamadas de Haliae por serem ninfas do mar, das areias e das costas rochosas. Elas tinham os cardumes de peixes e outras criaturas marinhas sob sua guarda.
  • Elas eram deusas da rica generosidade do mar e protetoras de marinheiros e pescadores, vindo em auxílio daqueles em perigo. Individualmente representavam as várias facetas do mar desde a salmoura, à espuma do mar, à areia, às rochas, às ondas e às correntes, bem como às várias habilidades dos marinheiros.
  • As Nereidas moravam com seu pai idoso em uma gruta prateada no fundo do Mar Egeu. A Nereida Thetis era sua líder não-oficial e Anfitrite era a rainha de Poseidon.
  • As Nereides eram retratadas na arte antiga como lindas e jovens donzelas, às vezes correndo com pequenos golfinhos ou peixes nas mãos, ou então cavalgando nas costas de golfinhos, hipokampoi (hipocampos) e outras criaturas marinhas.
Seirenes. Artista: Sir James Jebusa Shannon (1862-1923).
  • Abaixo está uma lista de Nereidas nomeadas com notas sobre a(s) fonte(s) e possíveis explicações de seus nomes (segundo site Theoi.com). Esta lista não inclui os 17 finais recontados por Hyginus que ele aparentemente obteve de uma lista não relacionada de Oceânides na Eneida de Virgílio:
    • Agaue (Agave) Uma Nereida cujo nome significa “a ilustre”. (Hesíodo, Homero, Apolodoro, Higino)
    • Aktaia (Actaea) – A Nereida da “praia marítima”. (Hesíodo, Homero, Apolodoro, Higino)
    • Amatheia (Amathea) – Uma das Nereides, aquela que “cria ou cuida” dos peixes. (Homero, Higino)
    • Anfinome – Uma Nereida da generosidade do mar, literalmente “ela do pasto circundante”. (Homero, Higino)
    • Anfithoe – Uma Nereida das correntes marítimas, chamada “aquela que se move rapidamente”. (Homero, Higino)
    • Anfitrita ou Anfitrite – A Rainha Nereida do mar, o “terceiro circundante”, esposa do deus Poseidon. Junto com suas irmãs Kymatolege e Kymodoke ela possuía o poder de acalmar os ventos e acalmar o mar. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Apseudes – Uma das Nereides. (Homero, Higino)
    • Autonoe – Uma Nereida chamada “com sua própria mente.” (Hesíodo, Apolodoro)
    • Dero – Uma das Nereidas. (Apolodoro)
    • Dexamene – Uma das Nereides, “da força da mão direita”. (Homero, Higino)
    • Dione – Uma das Nereides, “a divina”. (Apolodoro)
    • Doris – A Nereida da “gratidão” do mar ou então a mistura da água doce com a salmoura. (Hesíodo, Homero, Higino)
    • Doto – A Nereida de “dar” viagem segura ou pesca generosa. Ela tinha um santuário na cidade de Gabala. (Hesíodo, Homero, Apolodoro, Pausânias, Higino)
    • Dynamene – A Nereida do “poder” do mar (Hesíodo, Homero, Apolodoro, Higino)
    • Eione – As Nereis da “praia”. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Erato – Uma Nereida chamada “a adorável”. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Eugore (Evagora) – A Nereida da “boa assembléia” de peixes ou talvez navios da marinha. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Euarne (Evarne) – Uma das Nereides, “a bem-amada?” (Hesíodo)
    • Eudora – A Nereida dos “bons presentes” ou do mar. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Eukrante (Eucrante) – A Nereida das viagens ou pescas “bem-sucedidas”. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Eulimene – A Nereida do “bom porto”. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Eumolpe – Uma Nereida, talvez das canções dos pescadores, chamada de “a bela cantora”. (Apolodoro)
    • Eunike (Eunice) – A Nereida da “boa vitória” no sentido martime. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Eupompe – A Nereida da “boa procissão”, talvez com referência a viagens religiosas aos santuários de suas ilhas. (Hesíodo)
    • Galateia (Galatea) – A Nereida da espuma do mar “branca como leite”. Ela era amada pelo Ciclope Polifemo. (Hesíodo, Homero, Apolodoro, Higino)
    • Galene – A Nereida dos mares “calmos”. (Hesíodo, Pausânias)
    • Glauke (Glauce) – A Nereida das águas “azul-acinzentadas”. (Hesíodo, Homero, Higino)
    • Glaukonome (Glauconome) – A Nereida do mar “dominando o cinza”. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Halia – A Nereida da “salmoura”. (Hesíodo, Homero, Apolodoro)
    • Halimede – A Nereida “senhora da salmoura”. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Hipponoe – A Nereida “que entende de cavalos”, ou seja, das ondas. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Hippotoe – A Nereida dos “cavalos velozes”, ou seja, ondas velozes. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Iaira – Uma das Nereidas. (Homero, Higino)
    • Ianassa – Uma das Nereidas. (Homero, Higino)
    • Ianeira – Uma das Nereidas. (Homero, Apolodoro, Higino)
    • Ione – Uma das Nereidas. (Apolodoro)
    • Kallianassa (Callianassa) – Uma das Nereidas, “a adorável rainha”. (Homero, Higino)
    • Kallianeira (Callianeira) – Uma das Nereidas. (Homero)
    • Kalypso (Calypso) – Uma das Nereidas, “a escondida”. (Apolodoro)
    • Keto (Ceto) – A Nereida dos “monstros marinhos”. (Apolodoro)
    • Klaia (Claea) – Uma das Nereidas. (Pausânias)
    • Klymene (Clymene) – Uma Nereida de “fama”. (Homero, Higino)
    • Kranto (Crato) – Uma das Nereidas. (Apollodorus)
    • Kymo, Kymatolege (Cymo, Cymatolege) – Uma Nereida chamada de “onda” ou “fim das ondas” que, com suas irmãs Amphitrite e Kymodoke, tinha o poder de acalmar os ventos e acalmar o mar. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Kymodoke (Cymodoce) – A Nereida de “estabelecer as ondas” que, com suas irmãs Amphitrite e Kymatolege, possuía o poder de acalmar os ventos e acalmar o mar. (Hesíodo, Homero, Higino, Virgílio)
    • Kymothoe (Cymothoe) – A Nereida das “ondas correntes”. (Hesíodo, Homero, Apolodoro, Higino)
    • Laomedeia – A Nereida “líder do povo”. (Hesíodo)
    • Leagore – A Nereida de “montar” os cardumes de peixes. (Hesíodo)
    • Limnoreia – A Nereida do “pântano salgado”. (Homero, Apolodoro, Higino)
    • Lysianassa – A Nereida da “entrega real”. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Maira (Maera) – Uma das Nereides. (Homero, Higino)
    • Melite – A Nereida dos mares “calmos”. (Hesíodo, Homero, Apolodoro, Higino, Virgílio)
    • Menippe – A Nereida de “cavalos fortes”, isto é, ondas fortes. (Hesíodo)
    • Nausithoe – Os Nereis de “navios rápidos”. (Apolodoro)
    • Nemertes – A Nerei do conselho “infalível”, a mais sábia das irmãs. (Hesíodo, Homero, Higino)
    • Neomeris – Uma das Nereidas. (Apolodoro)
    • Nesaie – A Nereida das “ilhas”. (Hesíodo, Homero, Apolodoro, Higino, Virgílio)
    • Neso – A Nereida das “ilhas”. (Hesíodo)
    • Oreithyia (Orithyia) – A Nereida do mar “furioso”. (Homero, Higino)
    • Panopeia – O “Panorama” da Nereida do Mar. (Hesíodo, Homero, Apolodoro, Higino, Virgílio)
    • Pasithea – Uma Nereida chamada “totalmente divina”. (Hesíodo)
    • Pherousa (Pherusa) – A Nereida de “carregar” peixes, ou talvez marinheiros resgatados. (Hesíodo, Homero, Apolodoro, Higino)
    • Plexaure – A Nereida da “brisa sinuosa”. (Apolodoro)
    • Ploto – A Nereida de “navegar”. (Hesíodo)
    • Polinome – Uma das Nereidas, “as muitas pastavam”. (Apolodoro)
    • Pontomedousa (Pondomedusa) – Uma Nereida chamada “rainha do mar”. (Apolodoro)
    • Pontoporeia – A Nereida de “atravessar o mar”. (Hesíodo)
    • Poulynoe (Polynoe) – Uma Nereida chamada “rica de espírito”. (Hesíodo)
    • Pronoe – A Nereida de “previsão”. (Hesíodo)
    • Proto – As nereidas da “primeira” viagem. (Hesíodo, Homero, Apolodoro, Higino)
    • Protomedeia – Nereida chamada “primeira rainha”. (Hesíodo)
    • Psamathe – A nereida “deusa da areia.” (Hesíodo, Apolodoro)
    • Sao – A Nereida da passagem “segura”, ou o resgate dos marinheiros. (Hesíodo, Apolodoro)
    • Speo (Spio) A Nereida das “cavernas” do mar. (Hesíodo, Homero, Apolodoro, Higino, Virgílio)
    • Thaleia (Thalia) A Nereida do mar “florescente”. (Homero, Higino, Virgílio)
    • Themisto – Os Nereis do “direito consuetudinário” do mar. (Hesíodo)
    • Thetis – Os Nereis da “geração” ou desova dos peixes, e seu líder. Ela era a mãe do herói grego Akhilleus, nascido de seu casamento com o mortal Peleu. (Hesíodo, Homero, Apolodoro, Virgílio)
    • Thoe – Os Nereis de viagem “rápida” ou ondas em movimento. (Hesíodo, Homero, Higino)

III) Rios, fontes de água e poços

  • Deuses relacionados diretamente a água doce: Oceanus, Hidros, Achelous, Tétis e Potamoi.
  • Ninfas relacionadas a água doce: Oceânides (Naiades, Pegaiai, Krenaiai, Potameides, Limnades e Limnatides, Heleionomai, Leimenides, Nephelai, Aurae).
  • Criaturas lendárias relacionadas a água doce: Hidra.
  • Na antiga cosmogonia grega, o Deus-rio Oceanus era uma grande corrente de água doce que circundava o disco plano da Terra. Era a fonte de toda a água doce da terra – dos rios e nascentes que extraíam suas águas através de aquíferos subterrâneos até as nuvens que mergulhavam abaixo do horizonte para coletar sua umidade de seu fluxo.
  • Oceanos também marcou o limite externo da terra plana que circundava com um fluxo de “nove vezes”. O sol, a lua e as estrelas nasceram e se puseram em suas águas. À noite, o deus-sol navegaria em torno de seu alcance norte em um barco dourado para alcançar seu ponto de partida no leste de seu ponto de partida no oeste. Num sentido cosmológico, o rio simbolizava o fluxo eterno do tempo.
  • Os deuses nativos do rio Oceanos eram o titã Oceanos , sua esposa Tétis e suas filhas, as três mil Oceânides. Os deuses do dia e da noite – Hélio, o Sol, Eos, o Amanhecer, e Selene, a Lua – também possuíam palácios nas ilhas do rio.
  • O Oceanos às vezes era representado como as águas primordiais das quais a Terra, o cosmos e os deuses surgiram. Isso também justifica a água ser relacionada com o nascimento.
  • Muitos locais que tinham fontes de água, cachoeiras ou nascentes eram consideradas santuários e eram tratados como locais sagrados, como templos naturais. Assim como a água do mar, a água de fontes naturais também eram utilizadas para purificação de miasmas na prática do khernips.

“Os Imortais não existiam até que Eros (Amor) reunisse todos os ingredientes do mundo e, de seu casamento, Urano (Urano, Céu), Okeanos (Oceanus, Água), Ge (Gaea, Terra) e a raça imperecível de deuses abençoados (theoi) surgiram.”

Aristófanes, Pássaros 685 ff (trad. O’Neill) (comédia grega do século 5 ao 4 AEC)
Os bustos dos velhos deuses marinhos Oceanus e Tétis erguem-se do mar. Oceanus é retratado como um homem de cabelos grisalhos com um par de “chifres” de garras de lagosta e um remo ao seu lado. Sua esposa Tétis tem uma testa alada e usa uma serpente marinha dracônica enrolada em seus ombros. Museu de Arqueologia de Gaziantep, Gaziantep (século I-II EC).
  • A Hidra Lernaia (Lernaean Hydra) era uma gigantesca serpente aquática de nove cabeças, que assombrava os pântanos de Lerna. Heracles foi enviado para destruí-la como um de seus doze trabalhos, mas para cada uma de suas cabeças que ele decapitou, mais duas surgiram. Assim, com a ajuda de Iolaos, aplicou marcas ardentes nos tocos cortados, cauterizando as feridas e impedindo a regeneração. Na batalha, ele também esmagou um caranguejo gigante sob o calcanhar, que veio para ajudar a Hidra. A Hidra e o Caranguejo foram posteriormente colocados entre as estrelas por Hera como as Constelações Hidra e Câncer.
Heracles e seu escudeiro Iolaus lutam contra a Hidra de Lernaean de nove cabeças. Héracles, à direita, brande uma clava com uma das mãos e com a outra agarra a serpente pelo pescoço. Iolaus, do lado oposto, faz o mesmo, cauterizando os tocos do pescoço da besta em regeneração com uma lâmina curva e o fogo a seus pés. O caranguejo gigante Carcinus morde o calcanhar do herói. Museu J. Paul Getty, Malibu (cerca de 525 AEC).
  • Os Potamoi (do grego Ποταμος ou Ποταμοι) são deuses-rio e de correntes de água doce, filhos do grande deus-rio Oceanus que circunda a terra e a deusa titã primordial da água doce Tétis. O Deus-Rio foi representado em uma das três formas:
    • Como um touro com cabeça de homem; 
    • Um homem com chifres de touro com a cauda de um peixe-serpentina no lugar das pernas; ou
    • Como um homem reclinado com um braço apoiado em um jarro derramando água.
Uma naiade cavalga nas costas de um deus-rio. A ninfa usa uma coroa de flores e segura um jarro de água (hydria) na mão. O Potamos é representado com o corpo e os chifres de um touro e a cabeça de um homem. Museu Britânico, Londres (cerca de 350-325 AEC).
  • Lista de Deuses-rio (segundo site Theoi.com):
    • Aias (Aeas) – Um deus-rio de Epeiros (atual Albany).
    • Aigaios (Aegaeus) – Um deus-rio da ilha de Skheria (Scheria), lar mítico dos phaeacians (feácios), mais tarde identificado com a ilha grega de Korkyra (Corcyra).
    • Aisar (Aesar)- Um deus-rio da Etrúria, na Itália central.
    • Aisepos (Aesepus) – Um deus-rio do Caminho na Anatólia (atual Turquia).
    • Akheloios (Achelous) – Um deus-rio de Aitolia (Aetolia) na Grécia central. Ele lutou com Herakles pela mão da princesa etólia Deianeira, mas foi vencido pelo herói.
    • Akheron (Acheron) Um deus-rio de Haides, o submundo e Thesprotia, no noroeste da Grécia.
    • Akis (Acis) – Um deus-rio da ilha de Sikelia (Sicília) no sul da Itália. Ele era originalmente um menino mortal amado pelo Nereis Galateia. O ciumento Kyklops Polyphemos o esmagou sob uma pedra.
    • Akragas (Acragas) – Um deus-rio da ilha de Sikelia (Sicília) no sul da Itália.
    • Almo – Um deus-rio do Lácio (o reino romano) na Itália.
    • Alpheios (Alpheus) – Um deus-rio de Arkadia e Elis, no Peloponeso, sul da Grécia. Ele amava a ninfa Arethousa e a perseguiu por todo o caminho sob o mar até a ilha de Sikelia (Sicília).
    • Amnisos (Amnisus) Um deus-rio da ilha de Krete, no mar Egeu grego. Suas filhas eram companheiras da deusa Ártemis.
    • Amphrysos (Amphyrsus) Um deus-rio da Tessália (Tessália) no norte da Grécia.
    • Anapos (Anapus) Um deus-rio da ilha de Sikelia (Sicília), sul da Itália.
    • Anauros (Anaurus) Um deus-rio da Tessália (Tessália) no norte da Grécia.
    • Anigros (Anigrus) Um deus-rio de Elis no Peloponeso, sul da Grécia.
    • Apidanos (Apidanus) Um rio da Tessália (Tessália) no norte da Grécia e seu deus.
    • Ardeskos (Ardesco) Um deus-rio do interior de Thrake (atual Bulgária).
    • Arnos (Arno) Um deus-rio da Etrúria, na Itália central.
    • Askanios (Ascanius) Um deus-rio da Mísia, na Anatólia (atual Turquia).
    • Asopos (Asopus) Um deus-rio de Beócia e Argos, no sul da Grécia. Suas vinte lindas filhas Naias foram raptadas pelos deuses. Quando ele tentou recuperar Aigina, Zeus o atingiu com um raio.
    • Asterion – Um deus-rio de Argos no Peloponeso, sul da Grécia. Suas filhas eram as enfermeiras de Hera.
    • Axios (Axius) Um deus-rio de Paionia (a moderna Macedônia iugoslava) e Makedonia no norte da Grécia.
    • Baphyras – Um deus-rio de Pieria, no norte da Grécia.
    • Bolbe – Uma deusa do lago da Tessália, no norte da Grécia.
    • Borysthenes – Um deus-rio da Skythia central (atual Ucrânia) no nordeste da Europa agora chamado de Dnieper.
    • Brykhon (Brychon) – Um deus-rio do Khersonnesos (Chersonnese) em Thrake (moderno norte da Grécia). Ele era um aliado dos Gigantes em sua guerra contra os deuses.
    • Elison – Um deus-rio de Akhaia (Acaia) no Peloponeso, sul da Grécia.
    • Enipeus – Um deus-rio da Tessália (Tessália) no norte da Grécia.
    • Erasinos (Erasinus) – Um deus-rio de Argos no Peloponeso, sul da Grécia.
    • Eridanos (Eridanus) – Um deus-rio da Hiperbórea no norte da Europa que mais tarde foi identificado com o rio Reno da atual Alemanha ou o Don da Itália. Uma outra interpretação é ele como deus-rio de Ática (Ática) no sul da Grécia.
    • Erymanthos (Erymanthus) – Um deus-rio de Arkadia (Arcadia) no Peloponeso, sul da Grécia.
    • Euenos (Evenus) – Um deus-rio da Aitolia (Aetolia) na Grécia central.
    • Eufrates – Um deus-rio da Assíria (atual Turquia oriental e Iraque) no oeste da Ásia.
    • Eurotas – Um deus-rio da Lacônia (Lacônia) no Peloponeso, sul da Grécia. Ele foi o primeiro rei de Esparta.
    • Ganges – Um deus-rio da Índia no sul da Ásia.
    • Grenikos (Grenicus) Um deus-rio da Tríade na Anatólia (atual Turquia).
    • Gygaie (Gyge) – Um deus-lago ou Deusa da Lídia na Anatólia (atual Turquia).
    • Haliakmon (Haliacmon) – Um deus-rio da Makedonia (Macedonia) e Pieria no norte da Grécia.
    • Halys – Um deus-rio da Paphlygonia e Pontos na Anatólia (atual Turquia).
    • Hebros (Hebrus) Um deus-rio de Kikonia (Ciconia) em Thrake (atual norte da Grécia, sul da Bulgária).
    • Heptaporos (Heptaporus) – Um deus-rio do Tróade na Anatólia (atual Turquia).
    • Hermos (Hermus) – Um deus-rio da Lídia na Anatólia (atual Turquia).
    • Hydaspes – Um deus-rio da Índia (atual Paquistão e Caxemira indiana) que se opôs a Dionísio em sua guerra contra os índios.
    • Ilissos (Ilissus) – Um deus-rio de Ática no sul da Grécia.
    • Imbrasos (Imbrasus) – Um deus-rio da ilha de Samos, no mar Egeu grego.
    • Inakhos (Inachus) – Um deus-rio de Argos no Peloponeso, sul da Grécia, e o primeiro rei de Argos.
    • Indos (Indo) – Um deus-rio de Karia (Caria) na Anatólia (atual Turquia).
    • Inopos (Inopus) – Um deus-rio da ilha de Delos, no mar Egeu grego.
    • Ismenos (Ismenus) – Um deus-rio da Boiotia, na Grécia central.
    • Istros (Íster) – Um deus-rio do oeste de Skythia (moderna Romênia), agora Danúbio.
    • Kaikinos (Caicinus) – Um deus-rio de Bruttium no sul da Itália.
    • Kaikos (Caicus) – Um deus-rio de Teuthrania em Anatolia (Turquia moderna).
    • Kaystros (Cayster) – Um deus-rio da Lídia na Anatólia (atual Turquia).
    • Kebren (Cebren) – Um deus-rio do Troad na Anatólia (atual Turquia).
    • Kephissos (Cephissus) – Um deus-rio de Phokis na Grécia central ou um rio-Deus da Ática no sul da Grécia ou um deus-rio de Argos no Peloponeso, sul da Grécia.
    • Khremetes (Chremetes) – Um deus-rio da Líbia no norte da África.
    • Kladeos (Cladeus) – Um deus-rio de Elis no Peloponeso, sul da Grécia.
    • Kokytos (Cócito) – Um deus-rio de Hades, o submundo e Thesprotia, no noroeste da Grécia.
    • Krimisos (Crimisus) – Um deus-rio da ilha de Sikelia (Sicília) na Itália. Ele seduziu uma princesa troiana disfarçada de cachorro.
    • Kydnos (Cydnus) – Um deus-rio de Kilikia (Cilícia) na Anatólia (atual Turquia).
    • Kytheros (Cytherus) – Um deus-rio de Elis no Peloponeso, sul da Grécia.
    • Ladon – Um deus-rio da Arcádia no Peloponeso, sul da Grécia.
    • Lamos – Um deus-rio de Kilikia na Anatólia (atual Turquia) ou Beócia na Grécia central. Suas filhas eram enfermeiras de Dionísio.
    • Lethe – Uma deusa do rio de Hades, o submundo.
    • Maiandros (Meandro) – Um deus-rio de Karia (Caria) na Anatólia (atual Turquia).
    • Meles – Um deus-rio da Lídia na Anatólia (atual Turquia).
    • Minkios (Mincius) – Um deus-rio da Gália na Itália.
    • Neda – Uma deusa do rio de Arkadia (Arcadia) no sul da Grécia, uma das enfermeiras de Zeus.
    • Neilos (Nilo) – O deus-rio de Aigiptos (Egito). Seu rio agora é o Nilo.
    • Nestos (Nestus) – Um deus-rio de Bistônia em Thrake (atual norte da Grécia).
    • Nomikios (Numicius) – Um deus-rio do Lácio (o reino romano) na Itália.
    • Nymphaios (Nymphaeus) – Um deus-rio da Bitínia e da Paflagônia na Anatólia (atual Turquia).
    • Orontes – Um deus-rio da Síria, no oeste da Ásia.
    • Paktolos (Pactolus) – Um deus-rio da Lídia na Anatólia (atual Turquia).
    • Parthenios (Parthenius) – Um deus-rio da Paflagônia na Anatólia (atual Turquia).
    • Peneios (Peneus) – Um deus-rio da Tessália (Tessália) no norte da Grécia.
    • Fase – Um deus-rio de Kolkhis (Cólquida) pelas montanhas Kaukasos (Cáucaso) (atual Geórgia).
    • Phyllis – Um deus-rio de Thynia, na costa helespontiana da Anatólia (atual Turquia).
    • Pleistos (Pleistus) – Um deus-rio de Phokis na Grécia central.
    • Porpax – Um deus-rio da ilha de Sikelia (Sicília) no sul da Itália.
    • Pyrphlegethon – Um deus-rio de Hades, o submundo.
    • Rhesos (Rhesus) – Um deus-rio do Troad na Anatólia (atual Turquia).
    • Rhinos – Um deus-rio da Península Ibérica (moderna Espanha).
    • Rhodios (Rhodius) – Um deus do rio da estrada na Anatólia (atual Turquia).
    • Saggarios (Sangarius) – Um deus-rio da Frígia e da Bitínia na Anatólia (atual Turquia) e consorte da deusa frígia Kybele (Cybele).
    • Satnioeis – Um deus-Rio do Caminho na Anatólia (atual Turquia).
    • Selemnos (Selemnus) – Um deus-rio de Akhaia (Acaia) no Peloponeso, sul da Grécia.
    • Simoeis – Um deus-rio do Trânsito na Anatólia (atual Turquia).
    • Skamandros (Scamander) – Um deus-rio do Trânsito na Anatólia (atual Turquia) que lutou contra o deus Hefesto (Hefesto) durante a Guerra de Tróia.
    • Sperkheios (Spercheus) – Um deus-rio de Malis, na Grécia central.
    • Strymon – Um deus-rio da Edonia em Thrake (norte da Grécia).
    • Styx – Uma deusa do rio de Hades, o submundo e Arkadia (Arcadia), no sul da Grécia.
    • Symaithos (Symaethus) – Um deus-rio da ilha de Sikelia (Sicília) no sul da Itália.
    • Tanais – Um deus-rio do leste de Skythia (Rússia moderna) no nordeste da Europa. Seu rio agora é o Don.
    • Telmessos (Telmessus) – Um deus-rio da ilha de Sikelia (Sicília) no sul da Itália.
    • Termessos (Termessus) – Um deus-rio da Boiotia, na Grécia central.
    • Thermodon – Um deus-rio de Pontos e Assíria na Anatólia (atual Turquia).
    • Tiberinos (Tibre) Um deus-rio do Lácio (o reino romano) na Itália central.
    • Tigris – Um deus-rio da Assíria (atual Turquia oriental e Iraque) na Ásia ocidental.
    • Titaresso (Titaressus) – Um deus-rio da Tessália (Tessália) no norte da Grécia.
Donzela em rio.
  • As Oceânides (do grego Ωκεανις ou Ωκεανιδες) são deusas ou ninfas de pequenos riachos, rios subterrâneos, fontes de água, nuvens e chuva. Elas são filhas do grande deus-rio Oceanus que circunda a terra e a deusa titã primordial da água doce Tétis.
  • As oceânides também eram chamadas de ninfas das águas doces, tanto terrestres como riachos e fontes, quanto celestiais, brisas úmidas e nuvens de chuva.
  • Apesar de fazermos referência ao termo “oceano” como fonte de água salgada, não era essa a ideia dos helenos no conceito de oceano.
  • Entre elas estão:
    • Naiades (do grego Ναιας, Ναιδες ou Ναιαδες) são deusas ou ninfas das nascentes e fontes de água doce. Elas também são consideradas esposas dos Potamoi. Elas também poderiam ser classificadas da seguinte forma:
      • Pegaiai (Pegaeae) eram as ninfas das nascentes;
      • Krenaiai (Crenaeae) eram náiades de fontes;
      • Potameides eram ninfas de rios e riachos;
      • Limnades e Limnatides eram ninfas de lagos; e
      • Heleionomai eram as ninfas dos pântanos e pântanos.
      • Leimenides eram ninfas de prados aquáticos cheios de grama e flores.
    • Nephelai (do grego Νεφελη Νεφελαι) são deusas ou ninfas das nuvens e da chuva. Entre elas estão provavelmente deusas celestiais primordiais como Styx, Dione, Neda, Metis, Klymene, Eurynome, Doris, Elektra e Pleione.
    • Aurae ou Aurai (do grego Αυρα Αυραι) são ninfas das brisas refrescantes. Eram filhas do deus do vento Bóreas, ou Okeanos, o riacho de água doce que circunda a terra.
    • Personificam bênçãos divinas – Metis (Sabedoria), Klymene (Fama), Plouto (Riqueza), Tykhe (Boa Fortuna), Telesto (Sucesso), Peitho (Persuasão) e Nêmesis (pune a boa sorte imerecida).
    • Servas de deuses:
      • Nymphai Artemiai (companheiras de Ártemis);
      • Peitho (serva de Afrodite);
      • Klymene (serva de Hera);
      • Thyiads, Bacchae ou Mênades (ninfas náiades e dríades de Dionísio);
      • Nysiades (bacantes de Dioniso do monte Nisa).

Como me raptou, pela astúcia cerrada do Cronida,
meu pai, carregando-me para as profundezas da terra,
contarei, e de tudo tratarei, como pediste. 
Estávamos todas numa linda campina,
Leucipe, Faino, Electra e Iante,
e também Melite, Iaque, Ródia e Calirroé,
Melbosis, Tique e rosada Ocirroé,
Criseida, Ianeira, Acaste e Admete,
Rodope, Pluto
e desejada Calipso,
e também Estige e Urânia, Galaxaure e amável
Palas que incita a batalha, junto a Ártemis arqueira.
Brincávamos e flores amáveis colhíamos com as mãos,
misturadas, gentis crocos, írises e jacintos,
e também botões de rosa e lírios, maravilhas de se ver,
e o grande narciso saído da terra qual croco.
Eu o colhia alegremente e a terra por baixo
se abriu e dela saiu o poderoso rei que muitos recebe.

Trecho do Hino Homérico II a Deméter, onde Perséfone explica que estava acompanhada das oceânides quando foi raptada.
Ninfas encontrando a cabeça de Orfeu.
Artista: John William Waterhouse (1900).
  • Lista de Deusas-rio (segundo site Theoi.com):
    • Admete – Uma oceânide cujo nome significa “o ininterrupto” ou “não casado”. Ela pode ter sido a ninfa naiade de um córrego selvagem na montanha, ou a Nephele de nuvens selvagens e chuva. Admete era talvez uma deusa das donzelas solteiras, sua irmã Zeuxo, representando o jugo do casamento.
    • Akaste (Acaste) – Uma oceânide cujo nome significa “instável” ou “irregular”. Ela pode ter sido a a ninfa naiade de uma fonte ou riacho que flui erraticamente, ou uma Nephele de chuvas imprevisíveis. Akaste também pode ter sido uma bondade de comportamento imprevisível.
    • Amphiro – Uma oceânide que é chamada de “o fluxo circundante”. Ela pode ter sido uma naiade de um riacho de Nephele de chuva.
    • Anfitrita ou Anfitrite – Uma oceânide que é a deusa do mar. Ela era geralmente contada entre as nereidas em vez de oceânide.
    • Ásia – Uma oceânide da região da Ásia (ou melhor, da península da Anatólia). Ela era a esposa ou mãe do Titã Prometeu. Sua irmã era a Europa.
    • Asterope – O “olho estrelado” era um Okeanis amado por Zeus.
    • Beroe – Uma oceânide da cidade de Beroe (Beruit) no Líbano.
    • Daeira – Uma oceânide chamada “a conhecedora” ou “instruída”. Ela era uma deusa da cidade de Elêusis, talvez a Naias da cidade sagrada.
    • Dione – Uma oceânide “celestial” ou “divino” era uma deusa do oráculo de Dodona em Thesprotia.
    • Dodone (Dodona) – Uma oceânide de Dodona em Thesprotia. Ela pode ter sido a Naias de uma fonte ou poço local, e talvez fosse a mesma que a Okeanis Dione.
    • Doris – Uma oceânide que tem o nome de “água pura” era uma esposa do deus do mar Nereus. Ela pode ter representado a mistura de água doce com a salmoura do mar. Alternativamente, ela era a deusa da tribo dórica dos gregos, assim como sua irmã Ianeira presidia os jônios.
    • Eidyia (Idyia) – Uma oceânide que o nome significa “ver” ou “conhecer” era a esposa do rei Aeetes de Kolkhis (Cólquida). Ela era aparentemente uma deusa ligada ao poder da feitiçaria.
    • Elektra (Electra) – Uma oceânide que o nome significa “âmbar” ou “cor de âmbar” era talvez uma deusa das nuvens da cor do sol. Ela era a mãe da deusa do arco-íris Iris pelo deus do mar Thaumas (Maravilhoso).
    • Ephyra – Uma oceânide da cidade de Ephyra (Korinthos). Ela provavelmente era a Naias do poço ou nascente da cidade.
    • Eudora – Uma oceânide que o nome significa “bons presentes” dos Okeanis eram talvez um Nephele de boas quedas de chuva ou o Naias de uma primavera que flui generosamente.
    • Europa (Europa) – Uma oceânide da Europa. Sua irmã era a Ásia.
    • Eurynome – Uma oceânide que o nome significa “pastos largos”. Ela era a mãe dos Kharites (Charites) por Zeus. Eurynome foi talvez um dos Epimelides – ninfa dos pastos. Outra denominação é para a oceânide Nymphe de “amplo governo”. Ela era a esposa do Titã Ophion.
    • Galaxaura – A “brisa leitosa” de Okeanis Nymphe era provavelmente a Aura ou Nephele da brisa que limpa a névoa.
    • Hagno– Uma oceânide que o nome significa “santo” foi um dos enfermeiros do deus infantil Zeus. Ela era a Naias da fonte Arkadian Hagno, cujas águas geraram as nuvens de uma Nephele.
    • Hesione – Uma oceânide que o nome significa “saber” ou “previsão” de Okeani era uma deusa da presciência. Ela era a esposa do Titã Prometeu (previsão). Hesione também era conhecida como Pronoia.
    • Hippo – Uma oceânide que o nome significa “cavalo” Okeanis Nymphe era o Naias de um riacho ou Aura de brisas – ambos os ventos e as águas eram frequentemente comparados a cavalos.
    • Hyale – Uma oceânide que o nome significa “cristal” ou “claro como cristal” era um Nephele da chuva. Ela estava nas ninfas atendentes de Artemis.
    • Iakhe (Iache) – A oceânide do grito ritual de alegria “iakhe”. Ela era uma deusa dos mistérios de Elêusis.
    • Ianeira – Uma oceânide, talvez a deusa da tribo jônica dos gregos. Sua irmã Doris presidia os dórios.
    • Ianthe – Uma oceânide que o nome significa “flores violetas” ou a cor “violeta”. Ela pode ter sido uma Nephele das nuvens tingidas de violeta do amanhecer, ou uma Anthousa (ninfa das flores) das violetas.
    • Kallirhoe (Callirhoe) – Uma oceânide que o nome significa “fluido” era o Naias de uma boa fonte de fluxo ou Nephele (Nuvem) de bons aguaceiros. Ela era a mãe do gigante Erythian (espanhol) Geryon.
    • Kalypso (Calypso) – Uma oceânide que o nome significa “escondido”, “coberto” ou “velado”. Ela pode ter sido a Naias de uma nascente coberta ou escondida ou a Aura de brisas invisíveis.
    • Kamarina (Camarina) – Uma oceânide da cidade de Kamarina na Sicília. Ela provavelmente era a Naias da fonte ou poço da cidade.
    • Kapheira (Capheira) – Uma oceânide que o nome significa “hálito de tempestade” era uma oceânide provavelmente da Aura de ventos fortes. Ela era uma enfermeira do deus Poseidon.
    • Kerkeis (Cerceis) – Uma das oceânides.
    • Keto (Ceto) O “monstro marinho” de Okeani era um amor do deus Helios.
    • Khariklo (Chariclo) – Uma oceânide do Monte Pelion em Tessália. Ela era a esposa do sábio centauros Kheiron (centauro Quíron).
    • Khryseis (Chryseis) – Uma oceânide que o nome significa “dourado” ou “amarelo dourado” era provavelmente um Nephele das nuvens douradas do pôr do sol ou o Naias de uma fonte de montanha produtora de ouro.
    • Klymene (Clymene) – A deusa oceânide da fama e infâmia era a esposa do Titã Iapetos. Outra variação é como oceânide da fama foi a mãe do Phaethon por Helios o sol. Ela provavelmente era uma das Nephelai. Ela pode ser a mesma que Klytia.
    • Klytia (Clytia) – Uma oceânide que o nome significa “fama” ou “renome” que se apaixonou pelo deus-sol Hélios e foi transformada em uma flor heliotrópica que contempla o sol. Ela pode ter sido a mesma que Klymene 2.
    • Krokale (Crocale) – Uma oceânide que o nome significa “beira-mar” era um companheiro de Naias Nymphe da deusa Artemis.
    • Leuke (Leuce) – Uma oceânide que o nome significa “o branco” que era amado pelo deus Haides do submundo. Ela foi transformada no choupo branco dos abençoados Campos Elísios.
    • Leukippe (Leucippe) – Uma oceânide que o nome significa “Cavalo Branco” era provavelmente o Nephele ou Aura de nuvens em movimento rápido, ou o Naias de uma fonte branca espumosa ou córrego da montanha. Ventos e águas eram frequentemente comparados a cavalos.
    • Líbia – Uma oceânide do continente da Líbia (África). Ela era uma irmã da Europa e da Ásia.
    • Melia – Uma oceânide que o nome significa “doce de mel” era a esposa do deus do rio Argive Inakhos. Ela provavelmente era a Naias de uma nascente de água doce, talvez a mesma que Melia que era amada pelo deus Apolo. Ela era a Naias da primavera tebana Ismene.
    • Meliboia (Meliboea) – Uma oceânide que o nome significa “doce gado” e foi a esposa do antigo rei Arkadian Pelasgos. Ela provavelmente era a ninfa Naias de uma fonte de Arkadian ou a Epimelis de pastagens de gado. Outra variação é sendo uma oceânide amada pelo rio sírio-Deus Orontes.
    • Melite – Uma oceânide que o nome significa “mel-doce”, era provavelmente a Ninfa da nascente de água doce.
    • Melobose – Uma oceânide que o nome significa “alimento de frutas” ou “alimentador de ovelhas” foi provavelmente um dos Epimelides, Nymphai de pastos gramados ou árvores frutíferas.
    • Menestho – Uma oceânide que o nome significa “força rápida” ou “forte e rápida”, era provavelmente o Naias de um córrego cheio, ou a Aura de brisas fortes.
    • Merope – Uma oceânide que o nome significa “com o rosto virado” era a mãe de Phaethon pelo deus Helios. Ela provavelmente era a mesma que Klymene 2.
    • Metis – Uma oceânide que é a deusa da sabedoria e do bom conselho. Ela era amada por Zeus, que a engoliu para evitar a profecia de que seu filho iria destroná-lo.
    • Neda – A deusa oceânide do rio arcadiano Neda. Ela era uma enfermeira arcadiana do deus infantil Zeus.
    • Nêmesis – A oceânide que é a deusa da indignação e retribuição por más ações ou boa sorte imerecida. Ela também foi chamada de filha de Nyx ou Zeus.
    • Nephele – Uma ninfa da “nuvem” que era a esposa do rei mortal Athamas. Ela resgatou seus dois filhos do sacrifício enviando um Carneiro voador de lã dourada para ajudá-los (uma criatura que lembra uma nuvem dourada). Outra variação é sendo uma ninfa formada por Zeus na forma de Hera saindo das nuvens. Ela foi estuprada pelo criminoso Ixion e deu a ele os Kentauroi (centauros). Uma terceira variação é como ninfa da “nuvem” que era uma das virgens Nephelai atendentes da deusa Ártemis.
    • Nymphai Artemiai (Ninfas de Ártemis) – As cinquenta mais jovens oceânides que eram servas da deusa Ártemis.
    • Nysiades – Cinco oceânides do mítico Monte Nysa que cuidou do deus Dionísio e se tornou o primeiro de seus Bakkhantes (Bacantes).
    • Okyrhoe (Ocyrhoe) – Uma oceânide que o nome significa “de fluxo rápido” eram naiades de primavera de fluxo rápido ou Nephele de chuva caindo.
    • Ourania (Urania) – Uma oceânide que o nome significa “celestial” e que foi provavelmente um oceânide Nephele (das nuvens).
    • Paregoron – Uma oceânide que é a deusa do consolo e das palavras tranquilizadoras. Ela era uma atendente da deusa Afrodite.
    • Periboia (Periboea) – Uma oceânide que o nome significa “cercado por gado” que era a esposa do Titã Lelantos. Ela provavelmente era a Naias de um riacho que alimentava pastagens.
    • Pasithoe – Uma oceânide cujo nome significa “todos rápidos”. Ela provavelmente era a Naias de uma primavera que flui rapidamente ou uma Aura da brisa rápida.
    • Peitho – Uma oceânide que é a deusa da persuasão e sedução. Ela era uma companheira próxima de Afrodite.
    • Perseis – Uma oceânide-epônimo da Pérsia e mãe de Hélios dos déspotas orientais Aeetes e Perses, e das bruxas Pasiphae e Kirke. Seu nome também significa “destruidora” que provavelmente era uma deusa do poder destrutivo das bruxas.
    • Petraie – Uma oceânide “das rochas” ou “cinza-pedra” era provavelmente o Naias de uma fonte rochosa, ou Nephele de nuvens cinza-escuras.
    • Phaino (Phaeno) – Uma oceânide “aparecendo” ou “brilhando” era talvez o Nephele da aparência da nuvem, ou o Naias de uma primavera brilhante.
    • Phiale – Uma oceânide que o nome significa “jarro de água” de Okeani era um dos companheiros da deusa Ártemis. Ela era uma Naias primaveril ou uma Nephele chuvosa.
    • Philyre (Philyra) – Uma oceânide que era a mãe do kentauros Kheiron (centauro Chiron) por Kronos (Cronus). Ela foi transformada em uma tília ( philyre ).
    • Pleione – A deusa oceânide de muitos (prole) foi a mãe das Plêiades por Atlas. Ela era uma Nephele de muitas nuvens que trazem chuva, ou uma Epimelis dos rebanhos multiplicados do pasto da montanha.
    • Plexaure (Plexaura) – Uma oceânide da “brisa ondulante” foi provavelmente um dos Aurai.
    • Plouto (Plutão) – A deusa oceânide da riqueza era provavelmente uma Nephele das chuvas férteis, fazendo prosperar a colheita agrícola.
    • Polydora – Oceânide que o nome significa “muitos presentes” podem ter sido a Nephele de quedas generosas.
    • Pronoia (Pronoea) – A ninfa chamada “previsão” era a esposa do Titã Prometeu. Ela era uma deusa do santuário de Delphoi, e provavelmente a mesma que oceânide Hesione.
    • Prymno – Uma oceânide que o nome significa “raiz” ou “inferior”, era provavelmente a ninfa naiade das águas subterrâneas, ou as águas de um poço profundo.
    • Psekas (Psecas) – Uma oceânide que o nome significa “chuveiro” era um companheiro Nephele da deusa Artemis.
    • Rhanis – Um Okeanis chamado “gota de chuva”. Ela era uma das atendentes Nephelai da deusa Ártemis.
    • Rhodeia – As oceânides denominados “das rosas” ou “cor-de-rosa” eram uma ninfeta de flores de Anthousa, Naias de uma primavera coberta de rosas ou Nephele das nuvens tingidas de rosa do amanhecer.
    • Rhodope – Uma oceânide que o nome significa “de olhos rosados” era provavelmente uma flor-ninfa de Anthousa de Nephele das nuvens cor-de-rosa do amanhecer.
    • Styx – A deusa Oceânide do rio arcadiano Styx. Ela era “a odiada”, cujos riachos escuros simbolizavam águas envenenadas.
    • Telesto – Uma oceânide que é a deusa do sucesso e da realização. Ela provavelmente era uma das Nephelai, uma deusa etérea.
    • Theiosa – Uma enfermeira oceânide do infante Zeus em Arkadia (Arcadia). Uma oceânide que o nome significa “veloz” pode ter sido uma Naiade, Nephele ou Aura.
    • Tykhe (Tyche) – A deusa oceânide da fortuna ou do acaso foi provavelmente uma das Nephelai celestiais.
    • Xanthe – Uma oceânide que o nome significa “amarelo” ou “marrom-amarelo” provavelmente era um naiade de um riacho lamacento ou o Nephele das nuvens amareladas do amanhecer e do anoitecer.
    • Zeuxo – Uma oceânide que o nome significa “o jugo” era provavelmente uma deusa do casamento, noivas sendo unidas em casamento. Ela pode ter sido uma Naiade ou Nephele, no sentido de um cavalo domesticado ou domado.
Água doce.

IV) Chuva

  • Deuses relacionados diretamente a chuva: Zeus.
  • Ninfas relacionadas com a chuva:
    • Nephelai (do grego Νεφελη Νεφελαι) são deusas ou ninfas oceânides das nuvens e da chuva. Entre elas estão provavelmente deusas celestiais primordiais como Styx, Dione, Neda, Metis, Klymene, Eurynome, Doris, Elektra e Pleione.
  • Zeus (do grego Ζευς) é o Rei dos Deuses e o deus do céu, clima, lei e ordem, destino e realeza. Ele foi retratado como um homem majestoso e maduro, com uma figura robusta e barba escura. Seus atributos habituais eram um raio, um cetro real e uma águia. Ele sendo sendo o deus dos céus, também é responsável por relâmpagos, trovões, nuvens e chuva. A maioria das histórias da mitologia grega descreve Zeus usando seu raio, mas um mito, em particular, nos conta como Zeus deu chuva aos mortais.
  • Como deus grego dos céus, Zeus podia controlar o clima, embora muitas vezes usasse seus raios e trovões para mostrar aos outros que ele estava descontente com algo que eles haviam feito. Após a guerra com os Titãs e Zeus se tornar o deus dos céus, os mortais lentamente pararam de orar aos deuses. Os mortais sentiam que tinham tudo de que precisavam e não precisavam orar aos deuses por nada.
  • Eventualmente, Zeus decidiu que os mortais precisavam se lembrar de orar aos deuses e não tomar as coisas que tinham na terra como garantidas; comida sendo uma delas. Para persuadir os mortais a orar aos deuses, Zeus tirou a chuva que permitia o crescimento da vegetação, resultando em fome. A princípio, os mortais não sabiam que havia escassez de comida porque havia muita comida disponível antes do início da fome. Depois de um tempo, a comida acabou e os mortais começaram a rezar. Por causa de suas orações, Zeus deu chuva aos mortais para restaurar sua colheita.
  • O Titã Prometeu foi o responsável por fazer os mortais, por isso era muito próximo deles. Sempre que ele pudesse ajudar os mortais, Prometeu o faria, e isso inclui avisá-los quando a chuva está chegando. Os mortais nunca sabiam quando Zeus enviaria chuva para eles, então eles não tinham como se preparar para isso ou planejar armazená-la quando chegasse. Prometeu viu essa luta e decidiu ajudá-los, então pediu a seu irmão Epimeteu que o ajudasse. Como Zeus é o deus do céu e o céu é de onde vem a chuva, Prometeu decidiu que os mortais deveriam procurar um sinal no céu quando a chuva está chegando.
  • Prometeu viu um cordeiro e decidiu que usaria sua lã como sinal de chuva. Prometeu pegou a lã do cordeiro e a guardou até que Zeus mandasse a chuva. Quando Zeus mandava chuva para os mortais, Prometeu jogava a lã do cordeiro para o céu como sinal de que a chuva estava chegando. Zeus não gostou que Prometeu interferisse em seu método de fornecer chuva aos mortais. Zeus não podia tirar as nuvens do céu e decidiu que precisaria punir Prometeu e Epimeteu por sua interferência.
  • Zeus entendeu que Prometeu estava ligado aos mortais e desejava ajudá-los, então ele o puniu de forma justa. Os deuses concordaram com a decisão de Zeus de punir Prometeu e Epimeteu e o ajudaram a executar seu plano. Zeus e os deuses transformaram Prometeu no sol e Epimeteu na lua. Dessa forma, eles poderiam continuar ajudando os mortais enquanto estavam longe um do outro.
A chuva.
  • O verão nos arredores do Mar Mediterrâneo é seco e quente. Por conta disso, o festival de Skiroforia que acontecia na época da primeira semeadura celebrava além da fartura propiciada por Deméter e Koré, também tinha a relação com a festa pela vitória de Athenas sobre seu rival Poseidon, precedendo o ritual de Panathenaia que ocorria um mês depois. A falta de chuva do verão simbolizava a vitória de Atenas, já que Poseidon representava os períodos chuvosos. Nesse festival um sacerdote de Hélios (devido a falta de chuva e calor) ia em procissão com uma sacerdotisa de Atena e outras mulheres para um local sagrado. 

V) Submundo

  • Segundo a cosmologia helênica, além dos limites do Deus-rio Oceanos havia uma costa escura e enevoada – a borda mais distante do cosmos – um lugar onde a grande cúpula do céu descansava sua borda dura sobre a terra plana e onde, de baixo, as paredes do grande poço do Tártaro se erguiam.
  • Juntos, a cúpula do céu e o fosso do Tártaro formavam uma grande esfera – ou ovóide em forma de ovo – que envolvia todo o cosmos. Dentro dele foi dividido em dois hemisférios iguais pela terra plana. O mundo acima era o lar dos deuses e dos homens, o mundo abaixo dos Titãs. Hades, o reino dos mortos, costumava ser localizado na borda externa da terra, na sombria costa distante de Oceanos, além do sol poente.
  • Dito isso, de uma margem do deus-rio Oceano tem o mundo dos vivos e na outra borda tem o mundo dos mortos. Sendo todos os rios filhos que se conectam com o rio Oceano, os rios também são consideradas entradas para o submundo.
Representação mitológica do mundo segundo os helenos.
Representação artística do mundo helênico.
  • Por conta disso, existem inúmeras representações mitológicas de pessoas que são levadas para o mundo dos mortos, seja raptado ou por acidentes, através de afogamentos ou por aberturas de rios. São exemplos de mitos que envolvem a ida para o submundo através de rios são o rapto de Perséfone, o mito de Narciso e o rapto de Hylas pelas ninfas.
  • Os lagos subterrâneos encontrados em cavernas eram especialmente considerados sagrados e muitos templos de ninfas eram localizados nessas cavernas.
  • Outra associação com a morte e água é o surgimento de fungo após a chuva, um dos grandes decompositores da natureza.
Hylas e as ninfas. Artista: John William Waterhouse (1896). A pintura retrata um momento trágico da lenda grega onde o jovem Hylas é arrebatado e sequestrado por naiades enquanto procura água potável. Baseado em relatos de Ovídio e outros escritores antigos.

VI) Khernips

  • O khernips também é chamado de água lustral, atua como uma água consagrada ou abençoada para ritos helênicos. O khernips era praticado pelos gregos antigos antes de práticas ritualísticas como forma de conter o miasma, em respeito a presença dos deuses. O khernips é muito eficiente para voltar ao estado de catarse.
  • Os antigos gregos realizavam o khernips com água coletada de poço, fonte sagrada, água da chuva ou água do mar, armazenando-a em jarro para fins devocionais. A água do mar era especialmente utilizada para limpeza de miasmas, sendo o sal um importante agente de purificação. A adição de sal na água de outras fontes era uma forma de tornar a limpeza mais potente. A água doce já era mais utilizada para a limpeza de ambientes e instrumentos ritualísticos. Com isso, a água tinha uma função de separar o que é sagrado do que é profano.
  • Ao coletar a água em fontes naturais, eram deixadas oferendas no local em sinal de agradecimento. Para abençoar a água eram jogados na água incensos ou ervas queimando.
  • A água também tinha uma função ritualística de limpeza e purificação das estátuas de culto, da área do ritual, dos animais que seriam sacrificados e dos participantes dos rituais.
Água de fontes naturais.

VII) Libação

  • Libação (do latim “libatio” e do grego “spondȇ”, derramar) é o ato de derramar um líquido para um fim religioso. As libações eram normalmente conduzidas em espírito de paz, o termo grego para libação, σπονδή (spondȇ), tornou-se sinônimo de “tratado de paz”.
  • Na Grécia antiga, a libação era um aspecto central, sendo uma das formas mais simples e comuns de prática religiosa. Essa prática remonta a Idade do Bronze, inclusive com indícios na pré-história. Era realizada todos os dias pela manhã e pela noite e para iniciar refeições. A libação era feita com água e vinho misturados, mas também poderia ser vinho puro, mel óleo, água ou leite.

Água: Elemento fundamental

  • Os primeiros filósofos, que ficaram conhecidos como filósofos pré-socráticos. Esses pensadores, buscavam explicar a natureza (physis) através da razão (logos), isto é, sem recorrer aos seres sobrenaturais, como deuses, titãs ou monstros mitológicos. Sua grande tarefa era encontrar, na natureza, o elemento primordial (arché), que teria dado origem a tudo que existe.
  • Tales de Mileto (em grego: Θαλῆς ὁ Μιλήσιος; Mileto, cerca 624 AEC — Mileto, cerca 546 AEC) foi um filósofo pré-socrático, astrônomo, matemático, engenheiro e comerciante da Grécia Antiga, fundador da Escola Jônica. Considerado, por alguns, o primeiro filósofo ocidental, é apontado como um dos sete sábios da Grécia Antiga, os primeiros estudiosos da natureza (physis/natura Φύσις) a formular uma explicação racional sobre o mundo/universo sem recorrer ao sobrenatural.
  • Para Tales, o elemento básico que daria origem de todas as coisas era a água. Um dia, pensava ele, seriam descobertas leis que permitiriam compreender como a água era a origem de todas as coisas. Considerava a água como sendo a origem de todas as coisas, e seus seguidores, embora discordassem quanto à “substância primordial”, que constituía a essência do universo, concordavam com ele no que dizia respeito à existência de um “princípio único” para essa natureza primordial. 
Ilustração de “Illustrerad verldshistoria utgifven av E. Wallis. volume I”: Thales.
  • Resultando na teoria do “tudo é um”, onde há uma unidade geral do universo e todos são ligados.
  • Entre os principais discípulos de Tales de Mileto merecem destaque: Anaximandro de Mileto, para quem os mundos eram infinitos em sua perpétua inter-relação; e Anaxímenes de Mileto que afirmava que o “ar” era a substância primária.
  • Em 582 AEC, o Oráculo de Delfos proclamou-o o primeiro dos sete sábios da antiguidade. Isso significava que suas descobertas eram conhecidas, discutidas e aprovadas pelos sábios do mundo grego.
O elemento água.

Bruxaria e a água

  • Existem alguns símbolos clássicos da água na bruxaria que podem ser usados em rituais ou em feitiços como: o caldeirão, o cálice, espelhos e diferentes poções.
  • O banho mágico, escalda-pés e chás podem ter intuito de purificar ou banir energias indesejadas, assim como trazer para si o poder de alguma erva.
  • Você também pode trabalhar com água do mar, água da chuva, água de cachoeira e neve para diferentes finalidade. Outra opção é fazer a sua própria água energizada com ervas, cristais ou pela exposição a energia da lua, sol ou momento do ano.
  • Na ritualística normalmente a água pode ser utilizada em referência ao elemento no cálice, mas também como uma representação do Sagrado Feminino. Pode ser utilizada no khernips para purificar a área do ritual e os seus participantes. A libação pode ser um sinal de honra aos deuses ou de fechamento de contratos.
  • Você pode abrir círculos mágicos com copos de água ou com conchas. Você também pode utilizar a água para adivinhação através de espelhos, bacias com água (scrying), búzios e xícaras de chá (teimancia). Você também pode construir um oráculo de pedras em conchas para dedicar a divindades relacionadas ao mar.
  • A água também pode ser trabalhada na abertura de círculos mágicos, na culinária mágica e no herbalismo com ervas regidas pela água ou planetas relacionados a água como Vênus e Netuno.
  • Você também pode utilizar fluidos corporais em seus feitiços (sangue, fluídos sexuais, lágrimas, saliva, urina), o que também traz consigo a energia da água.
  • No tarot, você pode trabalhar com a energia da água através do naipe de copas e também arcanos ligados a emoções (Força, Temperança, Enamorados, Enforcado), purificação (Estrela, Temperança) e mistérios do submundo (Sacerdotisa, Lua, Morte).
  • Você pode incluir a prática do khernips e da libação em suas práticas ritualísticas e devocionais.
  • Alerta importante! A coleta de conchas para fins meramente decorativos não é incentivada pela Héspera. As conchas retiradas das praias geram desequilíbrio químico nos oceanos e pode prejudicar animais que utilizam as conchas como esconderijo e para a construção de novas conchas. Busque por substituições sempre que possível, mas caso precise coletar, faça com sabedoria, evite excessos!
Oráculo de conchas.

Perséfone e a água

  • A deusa Perséfone é regente de processos cíclicos e ao submundo. A água é um dos elementos mais cíclicos e um dos mais ligados ao submundo, como já foi descrito anteriormente.
  • Perséfone tem forte ligação com oceânides sendo retratado que estava próxima delas quando foi raptada segundo o Hino Homérico II a Deméter. Existem também outras versões que Perséfone estaria com os Sirenes, que mais tarde passou a se chamar sereias, apesar de sua aparência ter sido bastante modificada ao longo do tempo.
  • Perceba que Perséfone também tem regência nos outros elementos por meio de outras faces e epítetos. O mesmo vale para outras divindades. O devoto que se aprofunda nos mistérios da divindade consegue ver nuances e complexidades que tornam muito rica as práticas de conexão.
  • Você pode trabalhar com Perséfone e a água com os epítetos:
    • Adzesia (buscadora, a que faz secar);
    • Averna (do submundo);
    • Biodotis ou Viodóhtis (grego βιοδῶτις, ΒΙΟΔΩΤΙΣ. Substantivo. Fem. de βιοδώτης e βιοδότης., doadora da vida, vivificante). Hino Órfico 29.3;
    • Katakhthonion basileia (grego καταχθονίων βασίλεια, ΚΑΤΑΧΘΟΝΙΩΝ, Rainha do Submundo) Hino Órfico 29.6.
    • Hercyna ou Herkyna (do grego Ἑρκυνα, transliteração Herkyna e escrita latina Hercyna, cão de guarda ou aquela que afasta). Os lebadeus conectaram o nome com herkos, uma rede ou laço para capturar pássaros. Também é relacionada ao Rio Hercyna, utilizado para khernips antes de consultar o oráculo de Trofônio;
    • Stygia (de Estige);
Perséfone como deusa da água.

Referências

  1. Håland, E. J. (2009). Water sources and the sacred in modern and ancient Greece and beyond. Water History1(2), 83-108.
  2. Von Ehrenheim, H., Klingborg, P., & Frejman, A. (2019). Water at ancient Greek sanctuaries: medium of divine presence or commodity for mortal visitors?. Journal of Archaeology and Ancient History (JAAH), (26), 1-31.
  3. Joursdan, C. A. Morrer e viver em um mar de” monstros”: o imaginário helênico sobre a morte no mar (séculos VIII-IV aC). Tese de Doutorado. Universidade Federal Fluminense (UFF), 2019.
  4. A água e o meio ambiente. Disponível em <http://www.cursosonline.uff.br/ead/mod/page/view.php?id=3302> Acessado em 07/07/2023.
  5. Mapa de Hecateu de Mileto. Disponível em <https://igeo.ufrgs.br/museudetopografia/index.php/mapas/290-mapa-de-hecateu-de-mileto> Acessado em 07/07/2023.
  6. Okeanos. Disponível em <https://www.theoi.com/Kosmos/Okeanos.html> Acessado em 07/07/2023.
  7. Titan Okeanos. Disponível em <https://www.theoi.com/Titan/TitanOkeanos.html> Acessado em 07/07/2023.
  8. Naiades. Disponível em <https://www.theoi.com/Nymphe/Naiades.html> Acessado em 07/07/2023.
  9. Proteus. Disponível em <https://www.theoi.com/Pontios/Proteus.html> Acessado em 07/07/2023.
  10. Seirenes. Disponível em <https://www.theoi.com/Pontios/Seirenes.html> Acessado em 07/07/2023.
  11. Triton. Disponível em <https://www.theoi.com/Pontios/Triton.html> Acessado em 07/07/2023.
  12. Tritones. Disponível em <https://www.theoi.com/Pontios/Tritones.html> Acessado em 07/07/2023.
  13. Potamoi. Disponível em <https://www.theoi.com/Potamos/Potamoi.html> Acessado em 07/07/2023.
  14. Okeanides. Disponível em <https://www.theoi.com/Nymphe/Okeanides.html> Acessado em 07/07/2023.
  15. Nereides. Disponível em <https://www.theoi.com/Pontios/Nereides.html> Acessado em 07/07/2023.
  16. Hippocampoi. Disponível em <https://www.theoi.com/Ther/Hippokampoi.html> Acessado em 07/07/2023.
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  18. Zeus. Disponível em <https://www.theoi.com/Olympios/Zeus.html> Acessado em 07/07/2023.
  19. Why is Zeus Called the God of Rain? Disponível em <https://www.theoi.com/articles/why-is-zeus-called-the-god-of-rain/#:~:text=The%20Greek%20god%20of%20the,how%20Zeus%20gave%20mortals%20rain.> Acessado em 07/07/2023.

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