Bestiário

Serpentes

Introdução

  • As serpentes também são popularmente chamadas de cobras, elas são da classe dos répteis juntamente com lagartos, jacarés, crocodilos e tartarugas.
  • O corpo das serpentes é recoberto por uma grossa camada de queratina que é impermeável, além de ter pulmões muito eficientes para o ambiente terrestre e o ovo amniótico. Essas características permitiram que os répteis conquistassem o ambiente terrestre.
  • As serpentes não possuem membros locomotores e possuem grande capacidade de expandir suas mandíbulas, permitindo a ingestão de presas de volumes muito grandes.
  • Não são todas as serprentes que possuem peçonha (popularmente chamado de veneno), sendo uma especialização das glândulas salivares. Muitas serpentes que possuem peçonha, não possuem os dentes especializados em injetar ela no alvo. Outras serpentes, como as najas, além de terem o mecanismo de injetar a peçonha, também podem expelir ela em jatos, para atingir os olhos da vítima, sendo chamadas de “cuspideiras”.
  • A peçonha é um conjunto de substâncias que possuem ter diferentes ações como:
    • Ação neurotóxica e atacam o sistema nervoso, os nervos respiratórios e do coração, podendo levar a paradas cardíacas e respiratórias;
    • Ação hemotóxica levando a danos nos vasos sanguíneos, causando hemorragias.
    • Ação proteolítica levando a destruíção de diferentes tecidos do corpo.
  • Caso você seja mordido por uma cobra, a recomendação é:
    • Lavar o local do ferimento e áreas próximas com água e sabão. Se o local apresentar dois furos, provavelmente se tratará de uma serpente peçonhenta.
    • Administrar analgésico em caso de dor intensa. Manter a vítima hidratada com soro caseiro ou soro glicosilado.
    • Manter a vítima deitada, instruindo a mover-se o mínimo possível para retardar a absorção da peçonha. Deixar o membro picado em posição elevada para reduzir a circulação sanguínea.
    • Se possível, identificar a serpente, capturando-a. Por exemplo, chocalho no final do corpo, pode ser uma cascavél; cores preta, vermelha e branca, pode ser uma coral.
    • Levar a vítima para um posto de saúde. O Instituto Butantã, no estado de São Paulo, produz soro para diferentes serpentes. 
Exemplo de esqueleto de uma serpente.

Curiosidades sobre serpentes

  • A atração pelas serpentes é chamada de ofidiofilia. A repulsão é chamada de ofidiofobia.
  • Serpentes possuem quimiorreceptores na língua bífida, com isso, elas percebem o ambiente através da captura de partículas do ar e do solo.
  • Existem espécies de serpentes que realizam o fenômeno de partenogênese, que é a reprodução sem participação de um macho. Nesse caso, o óvulo se desenvolve em um novo indivíduo, sem ser fecundado.

Ouroboros

  • Também chamado de oroboro ou uróboro, do grego Οὐροβόρος que significa “que consome a cauda”. É um conceito de uma serpente ou dragão que morde a própria cauda, geralmente em formato de círculo. 
  • Existem diferentes interpretações para esse símbolo, podendo significar os ciclos eternos, como vida-morte-vida; pode indicar um ciclo de evolução voltado para si mesmo; idéias de movimento, continuidade, autofecundação e eterno retorno.
  • O primeiro registro do Ouroboros está no “Livro Enigmático do Mundo Inferior”, um texto na tumba do imperador Tutancâmon, no século XIV AEC. O texto fala sobre o Deus Rá e sua união com Osíris no submundo.

A Serpente do Mundo

  • Na mitologia nórdica, Jörmundgander ou Jormungand é o segundo filho do deus Loki com a gigante Angrboda. Tem como irmãos o lobo Fenrir, deus da destruição e a Hel, deusa da morte. Jormungand tem o aspecto de uma gigantesca serpente.
  • De acordo com a Edda em Prosa, Odin raptou os três filhos de Loki. O lobo Fenrir viveu em Asgard por um tempo, mas por não conseguirem controlá-lo, prenderam ele a uma corrente, com a boca ferida com uma espada nas profundezas da terra. A deusa Hel foi mandanda para as profundezas de Niflheim, onde se tornou a responsável por abrigar todos os que morrem de doença ou velhice no reino que leva seu nome. Sendo Jormungand jogado no grande oceano que circula Midgard, tendo aí vivido desde então. 
  • A serpente cresceu tanto que seria capaz de cobrir a Terra e morder sua própria cauda. Como resultado disso, ganhou o nome alternativo de Serpente de Midgard (Midgårdsormen) ou Serpente do Mundo. 
  • O arqui-inimigo de Jormungand é o deus Thor, que durante o Ragnarök, a matará e morrerá no processo.
“Thor combatendo a Serpente Jormungand” por Henry Fuseli (1788) .

Deusa das serpentes

  • A civilização minóica (ou povo cretense) teve seu auge na Idade do Bronze na Ilha de Creta (cerca de 3100 a 1100 AEC) e são considerados um dos primeiros povos da Europa.
  • A deusa mãe minoica também era chamada de Deusa das Serpentes, sendo representada com os braços erguidos com serpentes nas mãos.
  • Em Creta, os primeiros templos naturais eram em grutas e cavernas, locais propícios para esconderijos de serpentes.
  • Muitos pesquisadores afirmam que a deusa cretense das serpentes influenciou muitas divindades femininas posteriores, além de fortalecer essa relação entre as mulheres e as serpentes.

Oráculos de serpentes

  • A serpente sempre foi muito associada a deusas da terra. Gaia por ter sido a primeira profetisa, oferecia no Oráculo de Delfos suas mensagens através de Píton que morava nas montanhas da cidade. Existe uma dupla interpretação de que Píton seria filha de Gaia ou a materialização da própria deusa da terra.
  • Existem também relatos que o oráculo de Trofônio, na Lebadeia, seria feito por uma serpente que precisava ser propiciada com bolos de mel, que muito provavelmente pode ter sido Gaia que foi depois substituída por Hercyna que tinha como símbolo uma serpente.
  • m Épiro também já foi relatado por Eliano um sistema oracular baseado em serpentes sagradas, assim como em santuários de Asclépio para a adivinhação médica.
Apolo matando a serpente Píton.

O dragão hesperiano

  • Um dos dozes trabalhos de Hércules é buscar as maçãs e matar a serpente-dragão. A deusa Atena devolve as maçãs às Hespérides após a conclusão da tarefa. As serpentes são ligadas a árvores porque elas possuem a capacidade de subir em árvores para comer ovos de pássaros.
  • O dragão hesperiano era uma serpente de cem cabeças chamada Ladon encarregada de guardar as maçãs douradas das Hespérides e atormentar o Titã Atlas, portador do céu. A criatura foi morta por Heracles quando ele foi enviado para recuperar as maçãs de ouro como um de seus doze trabalhos. Posteriormente, foi colocado entre as estrelas pelos deuses como a constelação Draco circundando o pólo norte.
  • Os pais de Ladon segundo Hesíodo seriam Phorkys e Keto, já para Apolodorus seria Typhoeus e Ekhidna.
  • Em Hesíodo, os pais e irmãos de Ladon representam os vários perigos do mar. Portanto, a serpente de cem cabeças, cujo nome significa “Forte Fluxo”, pode ter representado perigosas correntes marítimas.
As três Hespérides (da esquerda para a direita) são nomeadas Asterope, Chrysothemis e Lipara no vaso. A árvore das maçãs douradas está entre eles, envolta nos anéis da serpente dracônica Ladon. Ele carrega duas maçãs douradas, uma das quais a Hesperida Chrysothemis está prestes a colher. A terceira maçã é segurada por Lipara, que olha por cima do ombro para a figura sentada de Hércules (parcialmente mostrada). Museu Britânico, Londres. Cerca de 420 – 400 AEC.
Hércules no Jardim das Hespérides.
Ladon, o dragão hesperiano, se enrola no tronco da macieira dourada. A besta é retratada como uma serpente de sete cabeças de corpo grosso, muito parecida com sua irmã monstruosa, a Hydra, em forma. A árvore está cheia de maçãs vermelhas – embora o mito descreva a fruta como dourada, o pintor escolhe enfatizar sua natureza como maçãs na paleta de cores limitada da pintura de vasos grega antiga. Hércules (não mostrado) se aproxima pela direita com o arco retesado. Museu Hermitage do Estado, São Petersburgo (500 AEC).

Mas não podemos deixar de mencionar o que contam os mitos sobre Atlas e sobre a raça das Hespérides. A conta é assim: No país conhecido como Hesperitis havia dois irmãos cuja fama era conhecida no exterior, Hésperos (Hesperus) e Atlas. Esses irmãos possuíam rebanhos de ovelhas que primavam pela beleza e eram da cor de um amarelo dourado, sendo esta a razão pela qual os poetas, ao falar dessas ovelhas como mela, as chamavam de mela dourada. Agora Hésperos gerou uma filha chamada Hesperis, que ele deu em casamento a seu irmão e depois de quem a terra recebeu o nome de Hesperitis; e Atlas gerou por suas sete filhas, que receberam o nome de seu pai Atlantides, e de sua mãe Hespérides. E como esses Atlântidas se destacavam em beleza e castidade, Busiris o rei dos egípcios (egípcios), o relato diz: foi tomado pelo desejo de colocar as donzelas em seu poder; e conseqüentemente despachou piratas por mar com ordens de capturar as meninas e entregá-las em suas mãos. . . [Herakles encontrou Busiris no Egito e o matou.]

Diodorus Siculus, Library of History 4. 26. 2 (trad. Oldfather) (historiador grego século I AEC)
Uma ninfa hespéride fica ao lado da macieira dourada em torno da qual está enrolado o dragão Ladon. O monstro é representado como uma serpente de corpo grosso e duas cabeças. O Titã Atlas se aproxima da árvore à direita (não mostrada). Héracles está atrás dele carregando a cúpula do céu sobre os ombros. Museu Britânico, Londres (cerca de 470 – 425 AEC).

Górgonas

  • As górgonas (em grego clássico: Γοργών/Γοργώ; romaniz.: Gorgón/Gorgó, no plural: Γοργόνες) tinham o poder de transformar outras criaturas em pedra, fazendo suas imagens se tornarem amuletos de proteção.
  • Elas eram representadas com um cinto de serpentes ou serprentes no lugar do cabelo. Tardiamente, na mitologia eram belas irmãs, filhas de Ceto e Fórcis, eram chamadas de Medusa (Μέδουσα, “a impetuosa”), Esteno (Σθεννώ, “a que oprime”) e Euríale (Εὐρυάλη, “a que está ao largo”).
  • Elas foram amaldiçoadas por Atenas que se achava muito parecida a elas, não poderia permitir que fossem mulheres desregradas e sem escrúpulos. Com isso, deformou a aparência delas. Tornou seus cabelos em serpentes e seus dentes em presas de javali, e quem olhasse nos olhos delas, se transformava em pedra. Elas fugiram para Ciméria, o país da noite eterna.
Medusa.

Agathos Daimon

  • O Agathos Daimon, o bom espírito, é muitas vezes representado como uma serpente. Ele também pode ser considerado uma divindade, um epíteto de Zeus, ter relação com Hermes Chthonius, ser um daimon da fertilidade, um espírito guardião ou a personificação de um pesssoa ou musa.
  • Ele é relacionado com a boa sorte do membros da casa e são feitas libações em sua honra no segundo dia do mês helênico. As serpentes eram consideradas o próprio espírito ou arautos dele. 
  • Uma oferenda feita mensalmente a Zeus e para o Agathos Daimon seria o kathiscos.
Agathos Daimon em um altar romano chamado Lararium. Museu Arqueológico Nacional de Nápoles.

Outros casos na mitologia grega

  • Na mitologia grega temos diferentes deuses e criaturas relacionados a dragões e serpentes como a hidra, a quimera, a píton, o Ladon.
  • O deus Cronos já foi retratado como uma criatura com corpo de serpente e com três cabelas, uma de homem, outra de touro e outra de leão. Ele circunda o mundo após a criação e é responsável pela passagem do tempo.
  • Os dracones (do grego “drakein” e “derkomai” que significa “ver claramente” ou “olhar nitidamente”) eram guardiões de poços, nascentes, bosques, deuses ou tesouros. Eles possuíam presas afiadas, veneo mortal e/ou múltiplas cabeças de serpentes. Eram considerados serpentes gigantes.
  • A Echidna (do grego Ἔχιδνα, “víbora”) uma criatura com tronco de uma mulher e cauda de serpente. Era gigante como um titã. Segundo Hesíodo era filha de Fórcis e Ceto, neta de Ponto e Gaia. Em outras versões, é descendente de Tártaro e Gaia. Ela teria se casado com o gigante Tifão e se tornado a mãe de todos os monstros.
Echidna, fúria alada.
  • As Lâmias (em grego: Λάμια), também chamadas de Síbaris, viviam em uma caverna no monte Crítis e dizimavam homens e rebanhos de Delfos, na Fócida. Segundo uma das história Lâmia era rainha de Líbia e se tornou um demônio devorador de crianças. Também chamavam de lâmias diferentes monstros, bruxas e espíritos femininos que atacavam jovens e viajantes e sugavam seu sangue. A sua aparência varia de acordo com a lenda, mas muitas vezes é retrada como uma mulher com calda de serpente.
Lâmia.
  • O símbolo de diferentes escolas de conhecimento carregam as serpentes como símbolo de sabedoria. Muitas pessoas se confundem com o símbolo da medicina, atribuindo o caduceu de Hermes a essa faculdade. Na verdade, o símbolo da medicina é o bastão de Asclépio (ou Esculápio). Asclépio é o deus grego da medicina que também é referenciado nos Mistérios Maiores de Elêusis.
     
Símbolos com serpentes.

Mistérios Elêusis

  • Para os helenos, encontrar serpentes era um bom presságio. Era um animal que comia ratos e camundongos, que poderia danificar a comida estocada. Era um animal que curava e purificava, próximo aos deuses, sagrado. Também tinha a sua face misteriosa e assustadora que poderia causar a morte. Todas essas associações muito tem haver com os mistérios eleusianos.
  • Durante os ritos de iniciação aos Mistérios de Elêusis, o iniciado era levado diante de Deméter que tinha em seu colo uma serpente. O iniciado teria que encostar na serpente para completar a sua iniciação.
  • A deusa Deméter era transportada por uma carruagem com um par de dragões alados. Ela deu sua carruagem a Triptolemos para ele ensinar a agricultura a todos.
  • As serpentes também são sagradas para Asclépio, um deus relacionado a saúde que é homenageado durante os ritos.
Deméter e as serpentes em seus pulsos.
Cena final da Urna de Lovatelli onde o novo iniciado estende a mão para encostar na cobra no colo de Deméter, indicando  que recebeu os mistérios.

Deusa Nu Kua

  • Na China, a Deusa Nu Kua e o seu consorte e irmão, o Deus Fu-hsi eram os criadores da humanidade. Possuíam metade humana e metade serpente. A Deusa Nu Kua também era associada a locais de águas paradas. 
Deusa Nu Kua.

Nagas no hinduísmo

  • No hinduísmo os seres que eram híbridos com serpentes são chamados de Nagas, originados dos cabelos do Deus Brahma. 
  • Os Nagas poderiam ter uma ou mais cabeças, com 3 a 6 m de comprimento. 
  • Algumas lendas contam que os Nagas são filhos e filhas de Kashyap com Kadru e devido à rivalidade entre sua mãe e a mãe de Garuda, eles se tornaram inimigos dos seres pássaros. 
  • Shesha, um dos Naga mais famosos, é um dos “Deuses primordiais da criação”. Também conhecida como Primeira Serpente, Shesha é uma criatura com dezenas de cabeças de serpente. Ela flutua no espaço, rodeada por estrelas, servindo como uma espécie de cama para o deus Vishnu. Muitas estátuas mostram Vishnu sendo protegido por Shesha, que paira sobre ele com um capuz.

O pecado original

  • Existem diferentes versões para o mito de Adão e Eva da mitologia judaico-cristã. 
  • Em uma das versões, Lilith, a primeira esposa de Adão, teria saído do Jardim do Éden por se recusar se submeter às preferências sexuais de Adão. Deus manda três anjos em sua procura: Sanvi, Sansanvi e Samangelaf. Ela se recusa a voltar e é transformada em um demônio, se tornando a rainha da noite. Ela teria se tornado esposa de Samael, o senhor das forças do mal.
  • Lilith seria uma figura sedutora, de longos cabelos, que voa à noite, como uma coruja para atacar os homens que dormem sozinhos. A polução noturna seria explicada por uma relação sexual com Lilith para geração de seus bebês demônios. As crianças que morriam recém-nascidas tinham suas mortes causadas por Lilith. Não era recomendado beber água em solstícios e equinócios porque estariam contaminadas com o sangue menstrual de Lilith.
  • Após isso, ela teria se transformado em uma serpente e convencido Eva a consumir a maçã do conhecimento. Eva teria dado a maçã para Adão e por ambos terem se alimentado do fruto proibido por Deus, foram expulsos do paraíso e submetidos aos sofrimentos da vida terrena. 
  • Em muitas imagens medievais, a serpente tem feições femininas e está olhando para Eva. Essa simbologia muito tem haver com a misoginia que encarava a mulher como o ser mais suceptível ao pecado.
O Pecado original, cerca de 1505, Bible en francoiz historiee. Paris: Vérard, fol. II.
Eva e a serpente de Vérard 1493-1494, Le Mirouer de la Redemption de l’umain lignage Paris: Vérard, fol. 2v.
Lilith, cerca de 1473, Speculum humanae salvationis. Augsburgo: Günther Zainer, fol. 11.
O Jardim do Éden com a Queda do Homem, de Jan Brueghel, o Velho e Pieter Paul Rubens, cerca de 1615, retratando animais selvagens domésticos e exóticos, como tigres, papagaios e avestruzes, coexistindo no jardim.

Adam e Eva sendo expulsos do Jardim do Éden após comerem a maçã.
  • A Virgem Maria também já foi retratada como aquela que venceu o pecado original, pisando sobre a serpente.

São Jorge e Belerofonte

  • Provavelmente o grande dragão que é morto por São Jorge foi inspirada na Quimera que foi morta por Belerofonte. Serpentes e dragões são muito retratados na arte cristã como representantes do pecado e do maligno.
Belerofonte e a quimera, mosaico romano de Palmira, século III EC (esquerda).
São Jorge e o Dragão, pinura medieval século 14 EC (direita).

Mamiwata

  • É uma deusa da água Ewe, presente em diferentes países africanos. Ela é representada como uma mulher ou sereia com uma serpente em seus braços.
  • Ela chega ao Brasil com a imagem de mulher-peixe associada a Iemanjá, Oxum e Olokun.

Princesa de Jericoacoara

  • Na mitologia brasileira também temos mulheres híbridas com serpentes, como a Princesa Carolina ou Princesa de Jericoacoara e Teiniaguá, a Salamanca do Jarau. Ambas são relacionadas com os mistérios do submundo.

Serpentes na bruxaria hoje

  • Embora a mitologia judaico-cristã tenha tentado demonizar as serpentes, os neopagãos preservam suas características sagradas e benéfica. É um animal ligado aos mistérios de vida e morte, resistência e resiliência. Ela troca toda a sua pele e se renova. Ela está em contato direto com a terra. Ela possui o veneno para se defender e para se alimentar. 
  • Alguns sugestões de como trabalhar com serpentes:
    • Faça tatuagens de serpentes para evocar seus simbolismos ou honrar alguma divindade;
    • Medite com a imagem de serpentes;
    • Tenha estátuas ou representações de serpentes;
    • Inclua no seu calendário o dia de honra ao Agatos Daimon ou a uma divindade relacionada a uma serpente; 
    • Faça desenhos, sigilos e amuletos com serpentes.

Referências

  1. Amabis, J. M. & Martho, G. R. Biologia, Volume 2. 2 ed. São Paulo: Moderna, 2004.
  2. Franco Júnior, H. (2020). A serpente, espelho de Eva. Medievalista, 27, 1-20. 
  3. Laraia, R. D. B. (1997). Jardim do Éden revisitado. Revista de Antropologia, 40(1), 149-164.
  4. Zenicola, D. M. (2012). MAMIWATA: um mito em deslocamento. Anais ABRACE, 13(1).
  5. Instagram @elfolunar1 e sua série de encantados.
  6. Asclepios. Disponível em <https://www.theoi.com/Ouranios/Asklepios.html> Acessado em 11/04/2022.
  7. Jörmundgander. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%B6rmungandr#:~:text=Jormungand%20tem%20o%20aspecto%20de,e%20morder%20sua%20pr%C3%B3pria%20cauda.> Acessado em 07/04/2022.
  8. Os filhos bestiais de Loki. Disponível em <https://super.abril.com.br/especiais/os-filhos-bestiais-de-loki/> Acessado em 07/04/2022.
  9. Ouroboros. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Ouroboros> Acessado em 07/04/2022.
  10. Snakes, the ancient hellenes and eleusinian mysteries. Disponível em <http://baringtheaegis.blogspot.com/2016/03/snakes-ancient-hellenes-and-eleusinian.html> Acessado em 07/04/2022.

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