Oniromancia,  Rituais & Feitiços

Enkoímesis

Introdução

  • A incubação de sonhos na Grécia Antiga era uma prática religiosa e terapêutica fascinante, situada entre medicina, ritual e experiência mística. Em termos simples, tratava-se de dormir em um espaço sagrado com a intenção de receber um sonho revelador, geralmente enviado por uma divindade ou herói.
  • Os gregos chamavam essa prática de enkoímēsis (ἐγκοίμησις), que significa literalmente “dormir dentro” — isto é, dormir dentro de um templo ou recinto sagrado.
  • O exemplo mais famoso ocorria em Epidauro, no Santuário de Asclépio em busca de cura. No entanto, o ritual de incubação também era usado em outros locais no mundo grego, incluindo Oropo. Porém, em vez de conselhos de saúde, os peregrinos incubados em Oropo recebiam profecias do herói Anfiarau. Inscrições em estelas votivas do século IV AEC indicam que, embora Anfiarau ocasionalmente realizasse cirurgias nos sonhos dos pacientes, ele era um profeta em primeiro lugar.
Relevo em mármore mostrando Asclépio e Higeia alimentando serpentes. Período Romano (cerca de 125-150 EC). Museu do Louvre, Paris.

O papel do sonho

  • Na mitologia grega, vários espíritos e entidades divinas estavam ligados aos sonhos, refletindo a crença de que o sono e o mundo onírico eram domínios separados do mundo desperto, mas com grande influência sobre a vida humana e divina.
  • Na Grécia Antiga, os sonhos não eram vistos como meras produções da mente, mas como meios legítimos de comunicação com o divino. Eles podiam revelar o futuro, orientar decisões ou expressar a vontade dos deuses. Essa visão está profundamente enraizada tanto na prática religiosa quanto na literatura.
  • Os gregos distinguiam diferentes tipos de sonhos. Em obras como a Odisseia, de Homero, há a famosa ideia dos “dois portões dos sonhos”: um de chifre (verdadeiros) e outro de marfim (enganosos). Isso mostra que, embora sagrados, os sonhos exigiam interpretação — uma proto-hermenêutica onírica.
  • Na prática religiosa, destacava-se a incubação: o indivíduo dormia em santuários, especialmente dedicados a Asclépio, esperando receber um sonho curativo ou uma instrução divina. Esses templos funcionavam quase como centros terapêuticos, onde o sonho era parte do tratamento.
  • Na literatura, os deuses frequentemente aparecem em sonhos, agindo diretamente na vida dos mortais:
    • Na Ilíada, de Homero, Zeus envia um sonho enganoso a Agamêmnon (Canto II), assumindo a forma de um conselheiro confiável para influenciar suas decisões na guerra de Troia.
    • Ainda na tradição homérica, em Odisseia (Livro VI), Atena aparece em sonho para Nausícaa, incentivando-a a ir ao rio — o que levará ao encontro com Odisseu.
    • Em tragédias, como as de Ésquilo, os sonhos também carregam presságios. Em Coéforas, Clitemnestra sonha que dá à luz uma serpente que a fere — símbolo do retorno vingador de Orestes.
    • Já em Heródoto na obra Histórias, sonhos influenciam decisões políticas: o rei Xerxes é persuadido por uma figura divina em sonho a invadir a Grécia, mostrando como o onírico atravessava até a esfera histórica.
Mênade adormecida, deitada sobre uma pele de pantera estendida sobre uma superfície rochosa. . Museu Arqueológico Nacional de Atenas.

Santuário de Asclépio

  • A incubação estava especialmente associada aos santuários de Asclépio, o deus da cura. Além de ser um mortal que se tornou deus, ele também era um médico estudado e discípulo do centauro Quíron que viveu na região da Tessália.
  • Ele tinha muitos santuários por toda a Grécia, mas o mais famoso era o Santuário de Asclépio em Epidauro, no Peloponeso, que funcionava como um hospital sagrado, combinando práticas religiosas com cuidados físicos.
  • O santuário foi construído no início do século IV AEC, por volta de 375 AEC, ele substitui um prédio anterior que se localizava mais a sudeste. O templo foi construído ao longo de quatro anos.
  • De acordo com Pausânias, o interior abrigava uma estátua criselefantina (marfim e ouro) de Asclépio. A estátua foi criada pelo escultor Trasímedes de Paros e retratava o deus sentado em um trono, segurando um cajado em uma mão e a cabeça de uma serpente na outra. Um cachorro descansava ao lado de Asclépio para lhe fazer companhia.
  • Em 1988 foi inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO devido a sua importância na disseminação de santuários de cura (asclepeia).

“Quando você entrar na morada do deus que cheira a incenso, você deve ser puro. E o pensamento é puro quando se pensa com piedade.”
Inscrição na entrada do Santuário de Asclépio em Epidauro.

Entrada do templo de Epidauro (1895). Aquarela com reconstituição conjetural do templo de Asclépio em Epidauro (Defrasse & Lechat, 1895).
Restituição da fachada do Templo de Asclépio em Epidauro. Desenho de Alphonse-Alexandre Defrasse (1860-1939). Beaux-Arts de Paris.
Reconstrução do templo de Ártemis ao lado do templo de Asclépio. Fonte: National Geographic.
Mapa do Santuário de Epidauro.
Mapa do Santuário de Epidauro.
Sítio arqueológico do Santuário de Asclépio em Epidauro.
Reconstrução do teatro no Santuário de Asclépio em Epidauro. Fonte: National Geographic.
  • Estelas medicinais representavam uma mistura entre a medicina, a religião e o divino. Elas eram tábuas com inscrições que louvavam as virtudes e méritos de Asclépio, descrevendo seus métodos de cura.
  • As inscrições descreviam os sonhos que pacientes tinham dentro do abaton, um dos mais importantes prédios do santuário.
  • As estelas traziam o nome do paciente, sua doença e como ele fora curado por Asclépio. Elas eram provavelmente escritas pelos sacerdotes do santuário ou, ao menos, sob a supervisão deles.
  • As curas milagrosas registradas em estelas médicas não eram sempre limpas e simples.
  • Em Epidauro, foram encontradas inscrições descrevendo curas, como: pessoas cegas que voltaram a enxergar, doenças crônicas curadas após sonhos e instruções médicas recebidas durante o sono.
  • Esses relatos funcionavam quase como “testemunhos” para reforçar a fé no deus.
  • Nos sonhos, Asclépio frequentemente aparecia de formas simbólicas: como um homem sábio ou através de seu símbolo: a serpente.
  • Em alguns relatos, o deus: tocava o paciente, realizava cirurgias simbólicas e prescrevia tratamentos.

“Um homem com um abscesso em seu abdome. Ao dormir no Templo, ele teve um sonho. Pareceu-lhe que o deus ordenou aos serventes que o acompanhavam a agarrá-lo e segurá-lo firmemente para que ele pudesse cortar e abrir o abdome do homem. O homem tentou fugir, mas eles o agarraram e o amarraram a uma aldraba. Foi então que Asclépio cortou a barriga dele, removeu o abscesso e, depois de costurá-lo de novo, soltou-o das amarras. Foi então que ele caminhou curado, mas o chão do abaton estava coberto de sangue.”
Inscrição em estela médica.

Marco Júlio Apelas, da Cária (Ásia Menor), sofria de indigestão. Nesta inscrição, ele expressa sua gratidão a Asclépio e relata os processos de cura pelos quais passou no santuário de Epidauro. O tratamento incluía dieta, exercícios, umedecimento com vinho para amaciar a pele, fricção com mostarda e sal para melhorar a circulação e endro com azeite para dores de cabeça.
  • Casas de hóspedes eram construídas para abrigar pacientes durante sua estadia no santuário. Um desses albergues era um monumento chamado de katagogeion.
  • O katagogeion também abrigava os theorodokoi que eram homens influentes ligados aos embaixadores do santuário, os theoroi. O dever dos theorodokoi era doar fundos para a manutenção do santuário e marcar presença em festivais religiosos como a Asclepeia.
Reconstrução de um katagogeion. Fonte: National Geographic.
Reconstrução do hestiatorion, local de banquetes, no Santuário de Asclépio em Epidauro. Fonte: National Geographic.
  • O epidoteion era a residência dos sacerdotes. Como elo entre os pacientes e os deuses, sacerdotes eram essenciais para o funcionamento do santuário. Eles eram muitas vezes eleitos para o sacerdócio para períodos de um ano, mas também podiam comprar a sua posição se tivessem dinheiro.
  • Além de interpretar os sonhos dos pacientes no abaton, sacerdotes supervisionavam e realizavam sacrifícios e rituais. Eles costumavam se vestir de branco ao exercer essas funções.
  • Antes de se tornar um viajante, o famoso médico Hipócrates teria realizado uma residência em um santuário em sua cidade natal de Cós. A aceitação dele na equipe provavelmente se deu por ele ser um asclepíade, um membro uma família aristocrata que alegava descender de Asclépio.
Díptico Asclépio e Higeia (cerca de 400-430 EC). Museu Nacional de Liverpool.
  • Também conhecido como timele, o tolo (edificação redonda) do santuário abrigava o culto de Asclépio. Era a edificação mais bonita do santuário e seu tamanho e esplendor enfatizava sua importância.
  • Uma abertura do centro do piso dava acesso a um poço circular. Dali era possível entrar na fundação do prédio: um labirinto subterrâneo que pode ter abrigado cobras sagradas.
  • Cobras eram consideradas o emblema de Asclépio. Portanto, sempre que o culto desse deus era integrado a uma nova cidade, eles traziam algumas cobras sagradas com eles.

“O dedo do pé de um homem foi curado por uma cobra. Ele estava sofrendo terrivelmente por causa de um ferimento complicado em seu dedo e foi levado para fora durante o dia por servos e sentado em algum assento. Quando o sono tomou conta dele, uma cobra veio do abaton e curou o dedo dele com sua língua; depois de ter feito isso, ela voltou para o abaton. Quando o homem acordou, ele estava saudável e disse que tivera uma visão: um belo jovem aparentemente teria polvilhado um remédio em seu dedo.”
Inscrição em estela médica relatando cura por serpente.

O edifício “themèle” ou “thòlos” (abóbada) em Epidauro abrigava Asclépio em seu caráter ctônico, com seus corredores subterrâneos imitando as passagens escuras para o Hades.
  • O abaton foi construído no limite norte do santuário, onde ele cercava um poço sagrado cujas águas tinham propriedades terapêuticas, segundo a crença. O abaton era onde os peregrinos iam para uma incubação, ou rituais de sonho.
Reconstrução do abaton em Epidauro. Por Ricard Caton.
Sítio arqueológico no local do abaton em Epidauro.
  • Pausânias escreveu que o primeiro santuário de Asclépio ficava em Trikka, uma cidade-estado da Tessália que alguns contos mitológicos citam como o local de nascimento da divindade.
  • Não há evidências arqueológicas da existência desse templo, as no local foram encontradas moedas do século IV AEC com retratações de Asclépio.
  • O que resta do santuário em Epidauro, por sua vez, data do século VI AEC. Isso torna o local a evidência mais antiga do culto de Asclépio.
  • A partir do século V AEC, o culto foi ganhando popularidade aos poucos e, chegando no século IV AEC, ele se expandiria por toda a região do mediterrâneo.
Santurário de Asclépio – Canal Jogo Online Não tem Pausa – Assassin’s Creed Odyssey – Discovery Tour

Como era feito?

I) Purificação

  • Os visitantes do santuário de Asclépio precisavam se preparar adequadamente.
  • A ida ao santuário de Asclépio era um processo de purificação. Do ponto de vista religioso, a doença era uma poluição que os deuses poderiam ajudar a eliminar. Até autores hipocráticos recomendam visitas ao santuário, especialmente quando a única alternativa era um curandeiro ruim ou inexperiente.
  • Peregrinos que chegaram ao santuário em Epidauro tinham de se purificar antes de entrar. Felizmente, havia fontes e banhos sagrados próximos precisamente para esta finalidade. As fontes purificavam os peregrinos espiritualmente, mas também os deixava limpos, o que era outro requisito para visitar o santuário.
  • Visitantes eram incentivados a purificar seus corpos em banhos antes de visitar o abaton. Contudo, os banhos também eram indicados para tratar várias doenças.
  • Os gregos antigos sabiam o valor de um bom banho e Hipócrates pessoalmente classificou os diferentes tipos de banho conforme as doenças e dores. Por exemplo, ele recomendava banhos quentes para ajudar a curar coisas como doenças de pulmões e rins. Qualquer que fosse o problema, Hipócrates tinha um banho para sugerir.
  • Antes de dormir, o participante passava por rituais como: banhos e jejuns.
  • Isso servia para preparar o corpo e a mente.
Cena de mulher se banhando com a ajuda de Eros, que está esvaziando uma ânfora sobre ela, em um píxide de terracota ático. Grécia Clássica (cerca de 420-400 AEC). Nova York, Metropolitan Museum of Art, bequest of Walter C. Baker, 1971.

II) Sacrifícios e orações preliminares

  • Na Grécia Antiga, a religião era inseparável dos ritos, procissões e sacrifício. Epidauro não fugia dessa regra. Além de se purificar, os visitantes ofereciam comida para Asclépio, como bolos de mel e queijo, carnes assadas e figos. A comida era colocada na mesa sagrada do santuário, e ela era provavelmente levada pelos sacerdotes.
  • Dentro e fora do templo de Asclépio, os devotos honravam o deus com oferendas votivas como moedas, peças em relevo, estátuas e estatuetas. Porém, eles também davam votivos em partes corporais. Essas oferendas apresentavam a parte adoecida do corpo do peregrino. Elas eram oferecidas durante a oração inicial por saúde ou ao final como agradecimento pela cura.
  • Um exemplo de uma dessas oferendas está registrado em uma antiga estela médica. De acordo com a inscrição, Pândaro chegou no templo com marcas em sua testa. Enquanto dormia, uma visão de Asclépio chegou a ele, amarrou uma atadura em sua testa e disse a ele para removê-la ao sair do abaton. Quando Pândaro acordou, ele fez o que o deus ordenou. Para a sua surpresa, as marcas em sua testa tinham sido transferidas para a atadura. Como agradecimento, Pândaro dedicou a atadura ao templo, onde ela foi presumidamente devolvida ao seu dono divino.
  • Eram feitas oferendas ao deus, pedindo: cura, orientação e revelação.
Estela de Naiskos mostrando Asclépio e Higeia com fiéis no altar. Período Helenístico (fim do século IV AEC). Paris, Museu do Louvre.
Partes anatômicas que eram oferendas votivas para Asclépio em Corinto.

III) Dormir no templo sagrado

  • Após as oferendas preliminares, permitia-se que os visitantes entrassem no abaton (área restrita do templo), onde deitavam de bruços e tinham a chance de encontrar Asclépio em um sonho.
  • Conforme o cheiro do incenso queimado enchia o ar, os sacerdotes do santuário apagavam as lâmpadas a óleo e pediam que eles dormissem.
  • Depois que dormissem, Asclépio aparecia no sonho deles para dar conselhos médicos ou enviava símbolos que precisavam ser interpretados pelos sacerdotes. O conselho incluía uma dieta e um tratamento recomendado, além de pedidos de oferendas e rituais religiosos específicos.
  • Estelas médicas que foram descobertas revelam detalhes do ritual de incubação. Ele também aparece na peça Pluto de Aristófanes, que traz uma perspectiva cômica do processo.
O sonho terapêutico (cerca de 400/350 AEC). Relevo votivo dedicado ao templo do herói-médico. Anfiarau por Arquino.
Relevo votivo de Asclépio e Higeia curando um sonhador. Século IV AEC.
Ilustração do abaton onde ocorria a incubação de sonhos.

IV) Interpretação e tratamentos

  • Ao acordar: o sonho podia ser interpretado pelo próprio sonhador ou por sacerdotes do templo.
  • Depois que os sacerdotes interpretavam o sonho do paciente, se ele não fosse totalmente curado durante o sono, era feito o procedimento receitado pelo deus e o preparo dos fármacos eram realizados pela equipe médica.
  • Além de receberem a cura milagrosa de Asclépio, os peregrinos também poderiam receber drogas farmacêuticas e remédios. Eles poderiam ser submetidos a procedimentos cirúrgicos, como evidenciam os bisturis, lanças e outras ferramentas descobertas em escavações arqueológicas.
  • A variedade de tratamentos não surpreende. Asclépio era reverenciado por ser um curador experiente e versátil.
  • Se não houvesse como ajudar um paciente, ele era demovido de dentro do abaton. Isso era feito para cumprir a regra que dizia que ninguém podia morrer, nem nascer, dentro do prédio.

“Então disse Apolo: ‘minha alma não suportará destruir meu próprio filho em uma morte tão penosa, junto do cruel sofrimento de sua mãe.’ Foi isto que disse. Em um só passo ele alcançou o bebê e o retirou do cadáver; o fogo que queimava o corpo repartiu suas chamas para ele, e ele levou a criança para longe e a levou ao centauro em Magnésia para ensinar-lhe a curare muitas doenças dolorosas dos homens. E aqueles que vinham a ele com chagas congênitas, ou com membros feridos por bronze alvo ou por pedra de longe atirada, ou com seus corpos deteriorados pelo fogo do verão ou frio do inverno, ele livrava todos eles de suas muitas dores, tratando alguns com cantos maviosos, outros com poções calmantes ou unguentos a cobrir seus membros, e ainda outros erguia com incisões.”
Ode do poeta Píndaro a Hierão de Siracusa sobre o nascimento de Asclépio.

Aríbalo ático de figura vermelha com cena de um médico realizando sangria no braço de um paciente. Grécia Clássica (cerca de 480-470 AEC). Paris, Museu do Louvre.
Instrumentos médicos antigos em exposição no museu do Santuário de Asclépio, em Epidauro.

V) Sacrifícios e orações finais

  • Estelas médicas também mencionam que os pacientes curados às vezes entregavam oferendas para Asclépio para agradecer.
Asclépio ressuscita Hipólita (1613-1668). Artista: Jean Darret. Musée des Beaux-Arts.

Modernidade

  • A prática da incubação de sonhos se mescla com diferentes práticas como a oniromancia, sonho lúcido e profecia inspirada. Ela pode ser utilizada para diferentes fins, para além de cura, também comunicações com os deuses e espíritos.
  • Deuses do submundo costumam se conectar com seus devotos através de sonhos, mas existem relatos de sonhos proféticos com outros deuses olimpianos na literatura grega. Portanto, é uma grande porta de comunicação.
  • O procedimento descrito no Templo de Asclépio em Epidauro é perfeitamente realizável na nossa realidade moderna e pode ser uma atividade complementar para tratamentos de cura e outros fins.
  • Feitiços de cura são comuns em diferentes religiões. O uso de imagens anatômicas como oferendas votivas é comum inclusive na magia católica como ocorre no Santuário de Nossa Senhora Aparecida em São Paulo. Elas são usadas para pedir cura da parte do corpo ou para agradecer pela cura alcançada.
Loja com partes anatômicas feitas em cera no Santuário de Nossa Senhora Aparecida em São Paulo.
Sala de orações no Santuário de Nossa Senhora Aparecida em São Paulo.

Referências

  1. Facco, E., & Tagliagambe, S. (2021). Learning from the past: From incubation in ancient Egypt and Greece to modern hypnosis. Advances in Social Sciences Research Journal8(7), 268-285.
  2. Carbó García, J. R. (2022). Dreamed-but lived-ancient religions in Roman Dacia. Religious communication and specialization concerning dreaming. Acta Musei Napocensis59(1).
  3. Van Hove, R. (2019). Where Dreams May Come: Incubation Sanctuaries in the Greco-Roman World. Kernos. Revue internationale et pluridisciplinaire de religion grecque antique, (32), 347-350.
  4. Meier, C. A. (2003). Healing dream and ritual: Ancient incubation and modern psychotherapy. Daimon.
  5. Papageorgiou, M. G. (1975). Incubation as a Form of Psychotherapy in the Care of Patients in Ancient and Modern Greece. Psychotherapy and Psychosomatics26(1), 35-38.
  6. Walshe, T. M. (2016). Neurological concepts in ancient Greek medicine. Oxford University Press.
  7. Sanctuary of Asclepius, Epidaurus. Disponível em <https://en.wikipedia.org/wiki/Sanctuary_of_Asclepius,_Epidaurus> Acessado em 19/04/2026.
  8. Epidauro, el Peloponeso. Disponível em <https://albali.lsi.uned.es/arqueogriegos/index.php/2024/04/08/epidauro-el-peloponeso/> Acessado em 19/04/2026.> Acessado em 19/04/2026.
  9. Epidauro, el Sanatorio de Grecia. Disponível em <https://historia.nationalgeographic.com.es/edicion-impresa/articulos/epidauro-sanatorio-grecia_16207> Acessado em 19/04/2026.
  10. Temple Sleep. Disponível em <https://sarahjanesdreams.medium.com/temple-sleep-b638294f5b3e> Acessado em 19/04/2026.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

9 + oito =

error: O conteúdo é protegido!